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Fifa sofre pressão por exclusão de árbitro após suposto gesto supremacista

Rede responsável pelo monitoramento da discriminação na Copa pede a expulsão de Shaun Evans, da Austrália, do torneio

15 jun 2026 - 10h59
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Fifa presidida por Gianni Infantino, ainda não se pronunciou sobre o caso –
Fifa presidida por Gianni Infantino, ainda não se pronunciou sobre o caso –
Foto: Manan Vatsyayana/Getty Images / Jogada10

Durante a goleada da Alemanha por 7 a 1 contra Curaçao no último domingo (14), um episódio fora das quatro linhas chamou atenção. Isso porque o árbitro de vídeo australiano Shaun Evans sofre acusação de fazer gesto de associação à supremacia branca.

A rede responsável por monitorar manifestações discriminatórias na Copa do Mundo pediu que a FIifa afastasse o profissional do torneio. Diversos torcedores, aliás, também relataram o gesto nas redes sociais.

"Segundo nossos especialistas, o gesto utilizado se assemelha claramente a um sinal de 'OK' invertido, usado como símbolo de 'poder branco' em círculos da extrema-direita global", declarou à rede Fare.

"Notamos que, nos dois jogos seguintes, parece que os diretores de TV deixaram de apresentar o painel do VAR ao público televisivo. O público global da televisão não deve ser exposto a indivíduos extremistas de extrema-direita usando símbolos neonazistas enquanto se prepara para assistir a uma partida. Claramente, esse árbitro não deveria ter mais nenhuma função nesta Copa do Mundo", prosseguiu.

Fifa presidida por Gianni Infantino, ainda não se pronunciou sobre o caso –
Fifa presidida por Gianni Infantino, ainda não se pronunciou sobre o caso –
Foto: Manan Vatsyayana/Getty Images / Jogada10

Porta-voz da Fifa diz que a organização estava ciente do incidente

O sinal em questão — unir polegar e indicador formando um círculo, com os demais dedos estendidos — tradicionalmente significa "OK". Contudo, nos últimos anos passou a ser apropriado por grupos extremistas, sob interpretação de uma combinação das letras "W" (White) e "P" (Power).

A Liga Antidifamação (ADL) reconhece o símbolo como expressão de ódio, mas alerta que seu uso deve passar por análise cautelosa, já que ainda se emprega em contextos neutros.

Até o momento, a Fifa não divulgou posicionamento oficial. Um porta-voz limitou-se a confirmar que a entidade máxima do futebol mundial está ciente do caso, sem oferecer mais detalhes.

Evans, árbitro profissional desde 2016 e integrante da Fifa desde 2017, tem longa trajetória na A-League australiana, com mais de 200 partidas apitadas. Em Copas do Mundo, ele atua como árbitro assistente de vídeo (VAR), tanto no Catar em 2022 quanto na edição atual.

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Jogada10
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