Brasil classificado na Copa: veja as principais falhas na fase de grupos que podem custar campanha do Hexa
Equipe comandada por Carlo Ancelotti confirmou a vaga no mata-mata após vitória por 3 a 0 contra a Escócia nesta quarta-feira, 24
A Seleção Brasileira avançou para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026, mas engana-se quem acredita que a classificação veio de mão beijada: a equipe comandada por Carlo Ancelotti sofreu não só na estreia, em que empatou em 1 a 1 contra o Marrocos, mas também nas vitórias contra Haiti e Escócia.
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Os momentos de baixa na equipe refletem o ciclo instável para a Copa vivido pela Seleção Brasileira, ainda mais que Ancelotti tem pouco mais de um ano no comando da equipe.
Por outro lado, as vitórias também destacam o entrosamento e o amadurecimento do grupo, que pelo menos na fase de grupos da Copa, deixou de depender de Neymar e encontrou em Vinícius Jr um novo líder no ataque.
Mas nem mesmo todo o talento do camisa 7 (que também cai de rendimento no decorrer das partidas) foi capaz de 'varrer para baixo do tapete' algumas das falhas que mancharam a fase de grupos da Seleção Brasileira e que, se não forem devidamente atendidas, podem prejudicar a campanha pelo hexacampeonato.
Veja, a seguir, algumas das principais falhas do Brasil até esse momento da Copa de 2026:
- Defesa pressionada
Não foram poucas as ocasiões, não só contra a equipe Marrocos, mas também contra Haiti e Escócia, em que a zaga brasileira se viu pressionada durante a fase de grupos. No entanto, o empate contra a equipe africana levou Ancelotti a reformular o esquema defensivo.
Sem Wesley, cortado por lesão, o italiano testou Ibañez como titular, mas o nervosismo o levou a ser preterido pelo experiente Danilo, por exemplo. Marquinhos e Gabriel Magalhães, por outro lado, se firmaram como dupla de zaga. Douglas Santos também se destaca por fazer o básico bem-feito.
O problema também passa pelos buracos abertos na metade do campo. No primeiro jogo, mais centralizado, Casemiro constantemente cedeu espaços para o ataque adversário. Já contra o Haiti, passou a ser postado próximo à zaga, em um tripé com Bruno Guimarães e Lucas Paquetá.
- Chances desperdiçadas e acomodação
Especialmente na estreia, a Seleção Brasileira amargou com a falta de capricho na finalização. A falha ficou evidente com a escalação de Igor Thiago contra o Marrocos (o atacante, por sinal, não voltou a ser utilizado por Ancelotti contra Haiti e Escócia), que perdeu uma chance clara no primeiro tempo.
Contra a Escócia, foram duas boas oportunidades: a primeira de Matheus Cunha, em jogada com Rayan e Vinícius Jr, mas o atacante acabou soltou a bola sobre a defesa europeia. Já na reta final do primeiro tempo, Paquetá lançou Rayan na grande área, o atacante limpou, mas bateu para fora.
Além disso, à medida em que a Seleção resolvia os jogos, a equipe se acomodava e as chances minguavam, tanto é que os nomes promovidos em substituições, como Endrick, pouco foram acionados pelo meio de campo.
- Cartões evitáveis
A pressão sobre o primeiro setor da escalação brasileira acaba levando a outro problema: o excesso de cartões que poderiam ter sido evitados. Contra o Marrocos, um afobado Ibañez e um ineficiente Casemiro acabaram pendurados e deixaram o jogo ainda no intervalo. Já contra o Haiti, Douglas Santos acabou amarelado quando o Brasil já vencia por 3 a 0, após entrada dura enquanto os adversários recuavam.
Contra a Escócia, Fabinho, que começou como titular, acabou ficando pendurado ao tentar matar um contra-ataque. Já Danilo foi amarelado por entrada dura na 2ª etapa, quando o Brasil também já vencia por 3 a 0.
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