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Atacante mexicano que chorou após gol quase perdeu a vida por fratura no crânio

Raúl Jiménez marcou o segundo gol na vitória do México por 2 a 0 sobre a África do Sul, quase seis anos após o choque com David Luiz

11 jun 2026 - 18h51
(atualizado às 19h02)
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Jiménez marca o segundo gol do México.
Jiménez marca o segundo gol do México.
Foto: Carl Recine/Getty Images

O atacante mexicano Raúl Jiménez marcou, de cabeça, o segundo gol na vitória do México sobre a África do Sul por 2 a 0 nesta quinta-feira, 11, na estreia da Copa do Mundo de 2026. Usando uma proteção na cabeça devido a uma fratura craniana sofrida em 2020, ele subiu mais alto que a defesa sul-africana para ampliar o placar da seleção anfitriã. Na comemoração, ele não conteve a emoção e chorou. 

No entanto, Raúl Jiménez poderia não estar em campo nesta quinta-feira. A fratura craniana sofrida após um violento choque com o zagueiro brasileiro David Luiz, então jogador do Arsenal, colocou em risco sua carreira e até mesmo sua vida.

O fato de ele não apenas ter sobrevivido, mas também retomado a carreira e voltado a atuar em alto nível, como goleador do Wolverhampton na Premier League e da seleção mexicana, é tratado pelo próprio jogador como um milagre.

Na ocasião, Jiménez foi levado às pressas a um hospital de Londres, onde passou por uma cirurgia de emergência para salvar sua vida. Os médicos precisaram aliviar a pressão sobre o cérebro. Sem o atendimento imediato recebido ainda no gramado e o rápido transporte ao hospital, as consequências poderiam ter sido fatais.

Apenas duas semanas depois, ele visitou os companheiros no centro de treinamento. Estava pálido, cambaleante e usava um grande chapéu para esconder a cicatriz que carregará para sempre.

Pouco tempo depois, já fazia embaixadinhas, passeava com o cachorro e brincava de jogar bola. Ainda assim, sofria com desequilíbrio e precisava dormir por longos períodos.

A volta aos treinamentos aconteceu de forma gradual: primeiro sozinho, depois em atividades reduzidas. Sem contato físico e proibido de entrar na área.

Aos poucos, Jiménez voltou a cabecear bolas de espuma, depois bolas plásticas e, seis meses após o acidente, bolas oficiais. Também passou a usar uma faixa protetora na cabeça, inicialmente mais grossa, hoje discreta e leve, que o acompanha desde então.

E, finalmente, voltou aos gramados. Marcar um gol de cabeça na estreia do México em uma Copa do Mundo em casa, diante de um Estádio Azteca lotado, muito provavelmente, representou o ápice da trajetória extraordinária de Jiménez.

Fonte: Portal Terra
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