Artilheiro dos EUA na Copa chegou a ser tratado como promessa da Inglaterra e poderia ter jogado pela Nigéria
Nascido em Nova York e filho de nigerianos radicados em Londres, Balogun tinha três opções antes de decidir defender os anfitriões da Copa
Folarin Balogun tem sido um dos principais nomes dos Estados Unidos nesta Copa do Mundo. Autor de dois gols no torneio, o atacante lidera a artilharia da seleção anfitriã e carrega uma trajetória incomum. Antes de vestir a camisa dos EUA, ele esteve no radar de outras duas seleções: Inglaterra e Nigéria.
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A possibilidade de representar três países diferentes surgiu por causa de sua história familiar. Balogun nasceu em Nova York em circunstâncias inesperadas. Filho de nigerianos radicados na Inglaterra, veio ao mundo durante uma viagem dos pais aos Estados Unidos.
Poucos meses depois, a família se estabeleceu novamente na Inglaterra, onde o atacante cresceu e desenvolveu sua formação como jogador. Nas categorias de base do Arsenal, chamou atenção desde cedo e passou a ser presença constante nas seleções de base da Inglaterra, atuando por diferentes faixas etárias até chegar ao time sub-21.
Apesar da ligação com a Inglaterra, Balogun também mantinha portas abertas para outros caminhos. Além da cidadania norte-americana, ele era elegível para defender a Nigéria por causa de suas origens familiares. Em diversas ocasiões, o jogador destacou o vínculo afetivo com o país africano e não descartou a possibilidade de atuar pela Nigéria no futuro.
Enquanto a indefinição permanecia, a federação dos Estados Unidos intensificou o trabalho de convencimento. Dirigentes e integrantes da comissão técnica mantiveram conversas frequentes com o atacante, que passou a ser visto como uma peça importante para o futuro.
A disputa ganhou força em 2023. Naquele período, Balogun começou a se afastar das convocações inglesas e aumentaram os indícios de que poderia mudar de seleção. A decisão definitiva veio no mesmo ano. Balogun oficializou a escolha pelos Estados Unidos.
Em sua primeira competição pelo país, a Liga das Nações da Concacaf, marcou um gol na final diante do Canadá e ajudou a equipe a conquistar o título. Desde então, o atacante se consolidou como uma das referências ofensivas da seleção.
Atualmente, o atacante defende o Monaco, da França, clube que o contratou junto ao Arsenal em 2023 por 40 milhões de euros, cerca de R$ 235 milhões.
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