Após críticas, Sabina Simonato faz retratação ao vivo por comentário sobre escolas na Copa
Jornalista explicou que sua fala buscava destacar as dificuldades enfrentadas por pais que trabalham durante o horário do jogo do Brasil
A apresentadora Sabina Simonato interrompeu o Bom Dia São Paulo, da TV Globo, na manhã desta segunda-feira, 29, para esclarecer uma declaração feita durante a edição do telejornal sobre a liberação antecipada de alunos por causa da partida entre Brasil e Japão, válida pela Copa do Mundo de 2026, nesta segunda-feira. A fala da jornalista provocou críticas nas redes sociais, principalmente de internautas que entenderam que ela desconsiderava a realidade dos profissionais da educação.
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O assunto surgiu enquanto o telejornal abordava a decisão de algumas escolas de encerrar as aulas antes do horário normal em razão da partida da Seleção Brasileira, marcada para as 14h (horário de Brasília). Ao comentar o tema, Sabina demonstrou preocupação com as famílias que não poderiam buscar os filhos mais cedo.
"Como os pais fazem? Eu me coloco no lugar dos pais... Tem muito pai que não pode sair do serviço no horário do jogo. Como você dispensa? Faz uma atividade diferente com as crianças, um telão no pátio da escola, sei lá... Faz desse limão uma limonada. Você põe nas costas da família, que depende de ficar o filho na escola para ganhar o pão de cada dia? Olha, eu não concordo com isso...", afirmou.
A declaração repercutiu nas redes sociais e gerou uma série de críticas. Muitos internautas defenderam que a responsabilidade pela mudança na rotina escolar não deveria recair sobre professores e demais profissionais da educação. Durante a edição seguinte do telejornal, Sabina leu ao vivo uma das mensagens enviadas pelos telespectadores.
"Me desculpe, mas as escolas não são depósitos. Sei das dificuldades e necessidades dos pais, porém jogar a responsabilidade nas costas das escolas não é certo", escreveu uma telespectadora identificada como Rosangela.
Na sequência, a mensagem prosseguia: "Escola é lugar de aprendizado, e os funcionários também têm seus filhos. Os filhos dos funcionários podem ficar espalhados por aí, enquanto os pais, funcionários de escolas, ficam olhando os filhos dos outros? O debate tem que ser maior e, talvez, deixar a Copa como algo irrelevante".
Após a leitura, a apresentadora afirmou que sua intenção havia sido mal interpretada e reconheceu que poderia ter se expressado de forma mais clara.
"Eu não tenho compromisso com o certo ou errado. Talvez minha forma de me expressar tenha sido errada. Existe um calendário do ano inteiro e, de repente, vem um jogo da Copa do Mundo e altera isso", disse. "O pai e a mãe, que tinham um planejamento, o filho estava na escola, se veem de uma hora para outra tendo que mudar os planos. Foi nesse sentido", explicou. "Eu em nenhum momento disse que escola é depósito de alunos, que é creche, como eu tenho recebido aqui. Vocês têm todo o direito de se manifestar, estão me pedindo que faça uma retratação".
Sabina reforçou que seu comentário tinha como foco a mudança inesperada na rotina das famílias após a confirmação do jogo da Seleção Brasileira em um dia útil. A jornalista também fez questão de destacar o respeito que tem pelos profissionais da educação e afirmou que pretendia apresentar diferentes perspectivas sobre o assunto.
"Eu tenho todo respeito e admiração pelos profissionais da educação, como estão dizendo aqui, que a função é ensinar e não tomar conta. Estou dizendo para a gente pensar nos dois lados --porque a gente não tem compromisso com um lado apenas. Tem mãe também que trabalha no horário do jogo. É nesse sentido."
Ao encerrar a declaração, Sabina pediu desculpas aos telespectadores que se sentiram incomodados e reconheceu que sua fala poderia ter sido mais precisa.
"Se você não concordou com meu ponto de vista e, talvez naquele momento eu não tenha sido clara, me desculpa".
"Eu respeito todos os profissionais, todos os profissionais da educação, assim como os outros setores. Não é uma briga, não é uma discussão, vamos juntos. Que bom que vocês me alertaram sobre esse ponto. Talvez eu não tenha me feito tão clara. É claro que professores têm seus filhos, seus direitos... É um lado, um ponto de vista, eu respeito todos vocês", finalizou.
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