Sem infiltração Kaká seria cortado, afirma Runco
- Diogo Dantas
O médico da Seleção Brasileira, José Luiz Runco, confirmou que Kaká fez uma infiltração no pé e outra no joelho durante a Copa, mas não para entrar em campo. "Ele fez uma infiltração no pé. Mas não foi para jogar. Fazia parte do tratamento", afirmou Runco.
Em seguida, porém, o médico deu a entender que houve o procedimento (injeção de medicamentos no local da lesão) visando a uma partida: "A infiltração foi feita depois do jogo do Chile, visando o jogo da Holanda. Isso no joelho, no pé foi antes. Ele veio cheio de problemas. Foi o preço combinado desde o início. Ou então seria cortado."
Runco mostrou desconfiança dos procedimentos realizados no clube de Kaká. "Se no Real Madrid ele fez infiltração para jogar, eu não sei. Na Seleção não foi feito", disse o médico, diferenciando o objetivo das intervenções.
"São coisas distintas. Se há uma infiltração para o jogo você não está tratando da lesão. Mas ela pode fazer parte do tratamento. É um procedimento comum."
Sobre as dores no joelho, que Kaká afirma que todos sabiam desde o início do Mundial, o médico diz que as reclamações surgiram no meio da Copa. "Há uma semana, dez dias do fim, mais ou menos", afirmou Runco.
Ano difícil para Kaká
Kaká conviveu com problemas físicos durante a última temporada e teve desempenho na Copa do Mundo prejudicado por suas condições físicas. O atleta admitiu nesta semana ao jornal espanhol Marca que fez infiltrações para conseguir atuar pela Seleção Brasileira e pelo Real Madrid. Apesar disso, o meio-campista negou ter corrido riscos desnecessários e ressaltou que não colocou sua carreira em perigo.
O jogador também disse ao veículo europeu que todos pensavam que suas dores no joelho decorriam de seus problemas no púbis, recorrentes nas atuações pelo clube espanhol. Na última semana, Kaká foi submetido a uma artroscopia no joelho esquerdo, na Bélgica, para reparar lesão no menisco.