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Terra na Copa

Rodríguez "rouba" protagonismo e surge como melhor da Copa

2 jul 2014 - 08h05
(atualizado às 09h35)
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James Rodríguez comemora gol marcado no Maracanã. 28/06/2014
James Rodríguez comemora gol marcado no Maracanã. 28/06/2014
Foto: Sergio Moraes / Reuters

Os principais nomes da Copa do Mundo não foram tão decisivos nas oitavas de final quanto ele, um jovem colombiano de 22 anos. Na fase de mata-mata, os craques das respectivas seleções envolvidas chegaram a ter boas atuação, mas foi James Rodríguez, adversário do Brasil a ser parado nas quartas de final, quem “roubou” o brilho da Copa e impulsionou a regularidade já vista na fase de grupos para pintar como um dos candidatos a craque do torneio.

Contra o Uruguai, o meio-campista do Monaco foi o destaque absoluto da partida. Em campo, comandou e ditou o ritmo da seleção. Fez mais: dois gols, um deles incrível ao matar bola no peito e chutar de primeira de fora da área sem chances para Muslera, que deram a vitória por 2 a 0 para a consequente classificação dos colombianos à próxima fase da Copa.

James Rodríguez já apresentava uma boa regularidade desde a fase de grupos – não à toa, com os dois gols ultrapassou Neymar, Lionel Messi e Thomas Müller na artilharia da Copa do Mundo, com cinco tentos. Inclusive, nas estatísticas oficiais da Fifa, o atleta aparece sempre próximo dos três em todos os quesitos ofensivos – seja chutes, chutes no gol ou em dados gerais dos atacantes. Não tem o nome e nem o favoritismo das seleções dos concorrentes, mas até aqui o brilho tem sido igual.

Veja como se saíram os craques das outras sete seleções classificadas às quartas:

Brasil – Neymar

Contra o Chile, Neymar teve uma das atuações mais apagadas pelo Brasil até aqui. No decisivo duelo, o atacante do Barcelona sofreu uma pancada na coxa logo no início, que afetou o jogador durante o confronto – em muitos momentos, o destaque da Seleção apresentou dificuldade para correr. Inibido, pouco apareceu para o jogo e dificultou mais ainda a vida nacional. Foi decisivo, ao menos, ao anotar o quinto pênalti brasileiro da série de cobranças.

Atacante holandês admitiu ter se jogado no primeiro tempo do confronto diante do México
Atacante holandês admitiu ter se jogado no primeiro tempo do confronto diante do México
Foto: Laurence Griffiths / Getty Images

Holanda – Arjen Robben

Destaque absoluto da Holanda e em grande Copa, Robben foi um dos principais nomes da vitória dramática e de virada sobre o México, mas não foi brilhante como nos jogos anteriores. O jogador do Bayern de Munique estava apagado em campo até por volta dos 20min do segundo tempo, quando ele – e consequentemente a Holanda – começou a aparecer. Puxou bons ataques e liderou a virada de sua seleção: cobrou escanteio que resultou no gol de empate feito por Sneijder e sofreu pênalti que deu a vitória aos holandeses. Após o jogo, virou personagem polêmico ao confessar um tentativa de simulação durante a partida.

Costa Rica – Joel Campbell

Joel Campbell não esteve em uma grande jornada contra a Grécia. O destaque da Costa Rica encontrou trabalho contra a forte marcação adversária e fez pouca diferença no duelo. Após expulsão de um jogador costarriquenho, teve seu desempenho mais dificultado ainda por ficar isolado no campo de ataque – mesmo assim, não deixou de correr e saiu extremamente fatigado do duelo.

França – Karim Benzema

A França teve muito trabalho contra a Nigéria e uma das razões pode ser o desempenho de suas peças ofensivas. Benzema não repetiu a atuação dos dois primeiros jogos e ainda sofreu com uma participação ruim do seu companheiro Giroud. A saída do parceiro, inclusive, contribuiu para o futebol do atacante do Real Madrid aparecer. A partir dos 20min do segundo tempo, Benzema fez boas jogadas e o futebol francês cresceu. Não à toa, a seleção marcou dois gols no fim do jogo e avançou às quartas de final.

Alemanha – Thomas Müller

Franca favorita no confronto contra a Argélia, a Alemanha sofreu mais até mesmo do que a França. Contudo, o desempenho ruim não pode ser colocado nas costas de Müller, um dos destaques da seleção europeia e artilheiro do Mundial de 2010. O atacante foi um dos atletas mais participativos da seleção germânica contra os africanos e fez parte das jogadas mais perigosas de ataque da seleção, mas não conseguiu ser decisivo – mais criador do que finalizador, pode ter sentido a falta de um companheiro de ataque.

Quando a disputa dos pênaltis na partida entre Suíça e Argentina já parecia certa, Messi apareceu: aos 12min do 2º tempo da prorrogação, o craque do Barcelona fez boa jogada e deu assistência para Di María, de primeira, mandar rasteiro para o fundo do gol e selar a classificação dos sul-americanos para as quartas de final
Quando a disputa dos pênaltis na partida entre Suíça e Argentina já parecia certa, Messi apareceu: aos 12min do 2º tempo da prorrogação, o craque do Barcelona fez boa jogada e deu assistência para Di María, de primeira, mandar rasteiro para o fundo do gol e selar a classificação dos sul-americanos para as quartas de final
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Argentina – Lionel Messi

Decisivo nos três primeiros jogos e com média de mais de um gol por partida, Lionel Messi esteve abaixo do que pode render contra a Suíça, em duelo vencido pela Argentina no fim da prorrogação. O jogador do Barcelona foi ofuscado pela forte marcação da seleção europeia e conseguiu apenas lampejos durante o jogo – puxou algumas boas jogadas, executou bons dribles e foi responsável por alguns chutes difíceis contra a meta adversária. Entretanto, voltou a ter capacidade de decisão: foi dele o passe para o gol solitário de Di María, que deu a classificação aos argentinos.

Bélgica – Eder Hazard

A Bélgica finalmente jogou bola nesta Copa do Mundo. Contra os Estados Unidos, o sistema ofensivo da seleção europeia funcionou bem e deu trabalho para Howard. Hazard pode ter sua cota de participação na boa atuação do grupo, mas não fez o que se espera do jogador do Chelsea: nas poucas jogadas solo, concluiu errado e não conseguiu ser decisivo. Ademais, viu os companheiros Lukaku, principalmente, e Van der Bruyne, decidirem o confronto. 

Fonte: Terra
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