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Terra na Copa

Pequeno herói boliviano, "Chumasteiger" tem 1,59 m e três taças nacionais

Ídolo do Strongest e da seleção boliviana, Chumacero é profissional desde os 15, já foi recusado no Cruzeiro e sonha jogar no Brasil que pega hoje

6 abr 2013 - 09h05
(atualizado às 10h50)
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Chumacero marca pela seleção boliviana: ídolo na capital La Paz
Chumacero marca pela seleção boliviana: ídolo na capital La Paz
Foto: AFP

Um pequenino avião que comporta ao máximo 52 passageiros é que sobrevoa a Cordilheira dos Andes que separa a capital La Paz de Santa Cruz de la Sierra, ao nível do mar. Para chegar à última poltrona e se sentar ao lado da janela, Alejando Chumacero precisa passar por todas as outras pessoas. Os bolivianos, sem exceção, querem tocá-lo, e Chumacero responde pronto, com sorriso no rosto. Os desavisados se perguntam o porquê da idolatria ao baixinho ruivo, de boné branco e bermuda branca, que mede 1,59 m. Os bolivianos sabem o porquê.

Aos 21 anos e profissional desde os 15, o meio-campista Alejandro Chumacero é a principal figura do Strongest, o primeiro tricampeão consecutivo na história da Bolívia e que, com ele em campo, suplantou o São Paulo na última quinta-feira pela Libertadores. Não é só. Com lugar cativo na seleção boliviana, este paceño, filho da capital La Paz, é a maior esperança para o futuro do futebol local. O que tem novo capítulo neste sábado, com Chumacero em campo, diante da Seleção Brasileira de Ronaldinho e Neymar.

É para enfrentá-los e ir atrás de seus sonhos que, às 13h30 de sexta-feira, Alejandro apanhou o voo até Santa Cruz de la Sierra. Em entrevista exclusiva ao Terra, concedida na quarta, explicava o significado da partida contra o Brasil. Com problemas físicos, ele pode ficar no banco de reservas. "Queremos ter uma atuação imensa por tudo que os brasileiros representam. Poder participar me deixa muito contente e há grandes expectativas. Creio que jogos assim elevam nosso nível técnico, podem nos trazer muitas coisas". 

Profissional aos 15, tricampeão aos 21. Com 1,59 m

Pelo Strongest, que defende desde os 15 anos, foi tricampeão nacional
Pelo Strongest, que defende desde os 15 anos, foi tricampeão nacional
Foto: AFP

Sobre ascensão, por sinal, Chumacero pode falar com propriedade. Foi pelas mãos de seu atual treinador de clube, Eduardo Villegas, que ele quebrou um recorde local. Aos 15 anos, contra o Universitario de Sucre, Alejandro estreou nos profissionais. Marcou, já em seu debute - como chamam por lá, o primeiro gol na vitória por 2 a 1. Quando tinha 17, recebeu a primeira convocação para defender seu país. Hoje, aos 21, divide com o gremista Marcelo Moreno as principais responsabilidades na seleção boliviana.

"Tivemos a sorte de fazer debutá-lo e hoje, vê-lo tricampeão, na Copa Libertadores e na seleção, nos dá satisfação enorme", diz seu treinador no Strongest, Eduardo Villegas, ao Terra. "Desde os 15 anos, sempre teve muita dinâmica - acrescenta - e sempre muito generoso para brindar aos jogadores e também recuperar a bola. Mas acho que ele pode crescer ainda mais se emigrar", diz Villegas.

Recentemente, Chumacero foi oferecido ao Cruzeiro, que recusou a oferta de tê-lo sem custos. Ao mundo do futebol, independente disso, ele já se apresentou, o que é um prêmio para o fraco futebol boliviano. A uma oferta salarial milionária para os padrões locais (receberia cerca de R$ 15 mil), por outro lado, disse não. O motivo? Era do Bolívar, principal rival de seu Strongest na Bolívia. Sair de lá só para o exterior.

"Onde pudesse ir com minha família, iria tranquilo, mas aqui cumpro meu contrato (recebe cerca de R$ 15 mil mensais). Gostaria sim de jogar no Brasil, me encanta por tudo o que é. Quem sabe um dia possa ingressar. Sei que é difícil, mas tentarei cumprir", diz Chumacero, a quem confrontos de nível internacional, como o deste sábado, não é uma novidade. O Strongest é vice-líder de sua chave na Libertadores a uma partida do fim da fase de grupos. 

19. Bastian Schweinsteiger (ALE) - Bayern de Munique
19. Bastian Schweinsteiger (ALE) - Bayern de Munique
Foto: Getty Images

Foi em um desses confrontos, no Peru, que Chumacero virou Chumasteiger, uma menção ao também meio-campista alemão Bastian Schweinsteiger, do Bayern de Munique. O apelido recebido de um radialista peruano deixa Alejandro tímido, mas há sentido: a fisionomia de ambos é realmente similar. As funções desempenhadas em campo, independente das realidades distintas, são exatamente iguais. "Estou contente assim, as pessoas gostam de mim como Chumacero", diz o pequeno herói boliviano do "alto" de seu 1,59 m. 

Fonte: Terra
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