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Felipão deixa comando da Seleção após vexame na Copa

14 jul 2014
00h08 atualizado às 18h38
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00h08 atualizado às 18h38
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Após entregar o cargo de técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari não continuará no posto. Fontes ligadas a CBF admitem que Felipão não permanecerá no comando do selecionado que encerrou a Copa do Mundo em casa na melancólica quarta colocação. A decisão se estende para o restante da comissão técnica, que contou com Carlos Alberto Parreira e Murtosa.

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O anúncio do fim do trabalho de Felipão deverá ser feito ainda nesta segunda-feira, em entrevista coletiva de José Maria Marin no Estádio do Maracanã. Em contato com o Terra, a assessoria de imprensa da entidade diz que não existe nada de oficial.

Felipão havia dito que entregaria relatórios à entidade que comanda o futebol no País durante a entrevista coletiva que concedeu após a derrota por 3 a 0 para a Holanda, no último sábado, depois da disputa do terceiro lugar do Mundial. O técnico não pediu demissão e afirmou que sua continuidade no cargo dependeria da vontade dos dirigentes responsáveis pela confederação.

O treinador assumiu o posto que havia deixado após o pentacampeonato de 2002 no final de novembro de 2012 e desde então comandou a Seleção Brasileira em 29 partidas. Destas, o técnico sofreu apenas quatro derrotas, sendo as duas últimas as mais marcantes. O 7 a 1 sofrido para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo se tornou o maior revés da história do Brasil, enquanto o fracasso diante da Holanda só serviu para consolidar o final desastroso da equipe no Mundial.

Ao todo, Felipão esteve no comando da Seleção Brasileira em 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas na sua segunda passagem pelo comando técnico do selecionado nacional. Neste breve período de pouco mais de um ano e meio, o treinador conquistou a Copa das Confederações de maneira invicta e gerou grande expectativa para o desempenho do Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

Torcida mostra desânimo para apontar técnicos para a Seleção:

No Mundial, seus comandados não empolgaram em nenhum momento, apesar de terem alcançado as semifinais da competição sem derrotas. Mostrando um futebol pobre, dependente da ligação direta dos zagueiros para os pontas e o centroavante, o Brasil sofreu já na fase de grupos contra o México e ficou a centímetros de uma eliminação nas oitavas de final contra o Chile, quando Pinilla mandou no travessão um chute no último minuto da prorrogação, em confronto vencido nos pênaltis.

A apresentação sólida contra a Colômbia nas quartas de final criou esperanças, mas também acabou com os desfalques do craque Neymar e do capitão Thiago Silva para a semifinal contra a poderosa Alemanha. O confronto com o rival que viria a ser tetracampeão do mundo foi um massacre do início ao fim, mas Felipão e sua comissão técnica insistiram que o pior resultado da história da Seleção Brasileira foi decorrente de "seis minutos de apagão".

A longa, mas desastrosa campanha no Mundial foi concluída no último sábado com três vitórias, dois empates e duas derrotas, justamente nos dois jogos derradeiros do torneio.

Fonte: Terra
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