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Dilma "compreende" protestos, mas insiste que obras da Copa ficam para o povo

11 jul 2014
22h26

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender o direito do povo se manifestar e afirmou nesta sexta-feira que as infraestruturas construídas para a Copa do Mundo "não eram somente para o torneio" e que agora "ficam para o Brasil e para seu povo".

Em um encontro com correspondentes estrangeiros, entre eles a Agência Efe, no Palácio da Alvorada, Dilma explicou que, além dos estádios, permanecerão as obras dirigidas a melhorar o transporte público e outros serviços, que "eram estritamente necessárias com ou sem a Copa".

Dilma voltou a insistir que "compreende" as razões pelas quais centenas de milhares de brasileiros protestaram no ano passado, no meio da Copa das Confederações, em reivindicação por melhores serviços públicos.

Segundo a presidente, as reivindicações que tomaram corpo na sociedade brasileira nasceram do próprio êxito das políticas sociais lançadas por seu governo e o de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que retiraram da pobreza cerca de 40 milhões de pessoas.

"Nós acreditamos nessas reivindicações", que são produto de uma "drástica melhora social", declarou Dilma, considerando que a ascensão de muitos brasileiros na escala econômica trouxe consigo "novas anseios" e despertou o "direito de querer mais e melhor".

Entre vários exemplos, a presidente citou o dos aeroportos, pelos quais até há doze anos circulavam 33 milhões de passageiros anuais, um número, que segundo dados oficiais, se elevou agora a 103 milhões.

"Uma coisa é aumentar a renda, mas outra é melhorar e dar a qualidade necessária aos serviços públicos", comentou Dilma, que citou essa meta como uma das principais para um eventual segundo mandato, que pode obter nas urnas no próximo mês de outubro.

"Tem que haver uma violenta melhora dos serviços públicos", concluiu a presidente.

EFE   
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