CBF vai propor mudanças aos clubes do Brasileirão; veja
A CBF prepara uma série de mudanças para tentar aumentar o tempo de bola rolando e reduzir as paralisações no Campeonato Brasileiro. As medidas seguem uma linha adotada durante a Copa do Mundo, com novas orientações relacionadas ao tempo gasto em cobranças de laterais, faltas e atendimentos médicos dentro de campo.
A ideia da entidade é implementar as alterações já na próxima rodada do Brasileirão, mas a aplicação depende da aprovação dos demais envolvidos. Como cada confederação ou federação tem autonomia para decidir quando adota as novas regras, a CBF ainda precisa alinhar a proposta antes de colocá-la em prática.
Entre as mudanças avaliadas está uma tentativa de limitar comportamentos que contribuem para a queda no ritmo das partidas. A confederação entende que a responsabilidade por um jogo mais dinâmico não deve ficar apenas com a arbitragem, mas também envolver atletas e comissões técnicas.
Nesse sentido, a CBF pretende propor uma espécie de acordo com os clubes das Séries A e B para melhorar a conduta durante os jogos. Uma das possibilidades analisadas é punir jogadores que cercarem ou formarem "bolinhos" ao redor do árbitro para pressionar por decisões. A aplicação de cartões amarelos é uma das alternativas estudadas, mas a definição ainda será feita pela entidade.
Outro ponto que deve entrar em discussão é a atuação dos clubes fora de campo, principalmente por meio de notas oficiais após partidas. A CBF quer alertar as equipes sobre o impacto de manifestações que colocam em dúvida a credibilidade das competições.
Nos últimos dias, clubes como Internacional, Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Vitória publicaram notas questionando decisões ou respondendo a críticas de adversários. A avaliação da confederação é de que o excesso de reclamações públicas pode prejudicar a imagem do campeonato e afastar torcedores que passam a enxergar a competição sob suspeita.
A proposta da CBF será apresentada aos clubes das principais divisões nacionais. Caso haja consenso, as medidas serão adotadas. Se houver rejeição, o futebol brasileiro seguirá com os procedimentos atuais.
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