O papel de Paulo Nobre na incrível recuperação do Palmeiras
Dias atrás, o autor da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), comentou em Brasília que compreendia o motivo pelo qual o Palmeiras era o único dos grandes clubes a não aderir ao Programa de Modernização do Futebol Brasileiro (Profut). Ressaltou que o gigante paulista era um caso à parte por causa da fortuna que o seu presidente, Paulo Nobre, tinha tirado do bolso para ajudar o clube. De certo modo, absolveu o Palmeiras dessa obrigação, pelo menos por enquanto.
Um dos homens mais bem sucedidos do mercado financeiro do País, Paulo Nobre, 48 anos, teve, em parte, a recompensa de injetar dezenas de milhões de reais no clube de coração. No fim de semana, ele se consolidou como o principal responsável pela mais recente façanha do Palmeiras. O título do Brasileiro de 2016, confirmado neste domingo com a vitória sobre a Chapecoense, faz parte de um processo meteórico de recuperação do clube, iniciado em 2013, quando Nobre assumiu a presidência e o Palmeiras disputou e ganhou a Série B do Brasileiro.
Em 2014, Paulo Nobre concretizou um anseio de todos os palmeirenses – a inauguração do Allianz Parque, antigo Palestra Itália. No mesmo ano e em 2015 e 2016, a equipe chegou todas às vezes à semifinal do Campeonato Paulista e no ano passado conseguiu o título da Copa do Brasil. Aos poucos, o clube equilibrou as finanças e “passou a andar com as próprias pernas já em 2015”, como o próprio Nobre definiu.
Em janeiro de 2013, ao ocupar o gabinete da presidência, Paulo Nobre se incomodava com a quantidade de sócios-torcedores do Palmeiras – pouco menos de 17 mil. Prometeu então transformar o marketing do clube e não desapontou. Esse número deu um salto, multiplicou-se e está agora em torno de 130 mil, o que deixa o Palmeiras entre os dez mais bem classificados do mundo. O novo estádio impulsionou isso e viabilizou novos contratos de patrocínio.
Em 15 de dezembro, Nobre vai passar o cargo para Maurício Galiotte, que venceu eleição em chapa única realizada no sábado (26), e comandará o Palmeiras no biênio 2017/2018. Na galeria dos títulos do novo campeão brasileiro, seu nome estará em destaque – quebrou um jejum de 22 anos sem essa conquista e ainda obteve o troféu de uma Copa do Brasil. O clube voltou a se impor como um dos mais fortes da América do Sul e quer ir mais longe. Para 2017, a prioridade é a Libertadores. Como conselheiro, Nobre acompanhará passo a passo essa nova jornada e sempre disponível para uma ou outra eventualidade.