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Brasileiro Série A

Palmeiras responde nota e considera CBF ʽagressivaʼ

3 jul 2023 - 13h27
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O clima entre o Palmeiras e a Confederação Brasileira de Futebol esquentou de uma vez por todas na manhã desta segunda-feira (3). Primeiramente, a CBF publicou uma nota oficial acusando João Martins, auxiliar-técnico de Abel Ferreira, de xenofobia. O profissional substituiu Abel Ferreira à beira do campo no empate em 2 a 2 com o Atlhletico-PR neste domingo (2), pelo Campeonato Brasileiro. Após o jogo, Martins disse que "não era bom para o sistema" que o Alviverde conquistasse a competição duas vezes seguidas.

Momentos após a publicação da nota pela Confederação, o Palmeiras respondeu. E também não poupou acusações. Pelo contrário. Além de acusar a entidade de ser agressiva, enumerou uma série do que considera erros de arbitragem contra o clube.

João Martins está no centro da guerra de bastidores entre o Palmeiras e a CBF –
João Martins está no centro da guerra de bastidores entre o Palmeiras e a CBF –
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

Confira a íntegra do comunicado

Diante da agressiva nota oficial divulgada nesta segunda-feira (3) pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Sociedade Esportiva Palmeiras propõe alguns questionamentos, sempre no sentido de defender os direitos do clube e contribuir com a melhora do produto futebol:

- Por que o comunicado da CBF é endereçado exclusivamente ao Palmeiras, sendo que profissionais de outra equipe da Série A fizeram, também ontem, comentários semelhantes aos do auxiliar técnico João Martins?

- Por que a opinião de um profissional português sobre o futebol brasileiro causou tanto desconforto à CBF se a própria entidade, como é de conhecimento público, busca um treinador estrangeiro para comandar a Seleção Brasileira?

- Qual teria sido a conduta "xenofóbica" de João Martins? Elogiar a qualidade dos jogadores brasileiros?

- Se a gestão da Comissão de Arbitragem investe tanto assim em tecnologia, por que o nosso VAR é incapaz de apontar objetivamente se uma bola ultrapassou ou não a linha de gol, como aconteceu no recente duelo entre Palmeiras e Bahia, pelo Brasileiro?

- Por que o atleta Zé Ivaldo, do Athletico-PR, não foi expulso ontem, após acertar uma cotovelada na nuca do atacante Endrick, em lance revisado pelo VAR?

- Por que no jogo entre Palmeiras e São Paulo, pela Copa do Brasil de 2022, o VAR não traçou a linha de impedimento no lance que originou o gol do nosso adversário e que nos custou a eliminação? Por que a imagem da revisão desta jogada sumiu?

- Por que a Comissão de Arbitragem da CBF, presidida por Wilson Seneme, nunca pediu desculpas ao Palmeiras pelo erro grave cometido pelo VAR na Copa do Brasil do ano passado?

- Por que o Palmeiras, na rodada seguinte após a mais recente Data Fifa, não pôde contar com nenhum de seus três atletas convocados para a Seleção Brasileira?

A Sociedade Esportiva Palmeiras, ao longo dos anos, sempre se preocupou em construir uma relação de saudável parceria com a Confederação Brasileira de Futebol. Há cerca de três semanas, a presidente Leila Pereira esteve na sede da entidade, no Rio de Janeiro (RJ), para conversar com Wilson Seneme, de quem ouviu a promessa de melhorias imediatas na arbitragem.

Na semana seguinte, o vice-presidente da Comissão de Arbitragem, Emerson Carvalho, e o gerente técnico do VAR, Periclés Bassols, chegaram a realizar uma palestra para os profissionais do clube na Academia de Futebol, também com a presença da presidente Leila Pereira.

Contudo, diante da nota oficial divulgada pela CBF e dos reiterados erros graves cometidos contra o Palmeiras, entendemos ser este o momento oportuno de demonstrar, em público, a nossa indignação. Não queremos ser beneficiados, mas exigimos que as regras sejam aplicadas com isonomia.

Confiamos na independência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), evocado pela CBF, e temos convicção de que o órgão dará ao auxiliar João Martins o tratamento equilibrado que lhe compete.

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