Paulo Henrique Ganso aparentemente ainda não se acostumou a ser camisa 8. Após sua primeira partida pelo São Paulo, na vitória sobre o Náutico, o meia falou como um típico 10, numeração que usava no Santos, chegou a vestir também na Seleção Brasileira e pode até retomar a partir da próxima temporada.
Ganso entrou em campo pelo São Paulo neste domingo, contra o Náutico
Foto: Marcelo Pereira / Terra
"Quero fazer muitos gols, chegar perto da área, finalizar, ajudar os atacantes. Essa é a função de um grande camisa 10", disse o jogador, que atuou por 38 minutos após entrar no segundo tempo da partida. "Hoje (domingo) fiz o básico, até porque a equipe do Náutico estava fechada, bem postada lá atrás".
Ganso só não tem a 10 porque, ao chegar em setembro, ela já tinha dono: Jadson. No ano que vem, porém, o ex-santista pode recuperá-la. Além de a 7 ficar disponível para Jadson com a saída de Lucas para o Paris Saint-Germain, o clube mudará de fornecedora de material esportivo, o que surge como boa desculpa para a alteração da numeração fixa.
"A numeração é um entendimento entre o marketing e o departamento de futebol. Eu acho que não vai mudar, embora isso possa ser redefinido no início da temporada. A tendência é a continuidade dos registros deste ano", disse o vice-presidente de marketing, Julio Casares.
Por coincidência, quem deixou o campo neste domingo para Ganso estrear foi exatamente Jadson. O técnico Ney Franco negou que isso signifique que, em 2013, ambos disputarão posição. "Não quis mexer na estrutura do time para esta partida. Simplesmente fiz a troca de um meia pelo outro, mas ambos podem jogar juntos em determinado momento", disse o treinador.
A transição da 8 para a 10 já ocorreu no passado do clube. Na década de 1970, o uruguaio Pedro Rocha começou sua história "por baixo" e só assumiu o principal número do time depois da saída de Gérson, o "Canhotinha de Ouro" campeão mundial com a Seleção, no México.
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Mais de 62 mil são-paulinos foram para o Morumbi afim de ver a estreia de Paulo Henrique Ganso e ainda assistiram a vitória por 2 a 1 sobre o Náutico. Luís Fabiano e Rogério Ceni foram os responsáveis pela virada e festa tricolor
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Em jogo marcado pela expectativa da estreia de Paulo Henrique Ganso, o São Paulo recebeu o Náutico pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro
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Quase 60 mil pessoas foram ao Morumbi e fizeram o São Paulo ter o maior público do campeonato até agora
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Desde o começo da tarde os torcedores já chegaram ao Morumbi, sendo que o jogo começou às 17h (de Brasília)
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Torcida preparou uma bonita festa para dar boas-vindas a Paulo Henrique Ganso
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Ainda em busca da melhor forma física, Ganso começou o jogo no banco de reservas
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Como não poderia deixar de ser, mesmo na reserva Ganso foi o jogador mais procurado do São Paulo para entrevistas
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Mesmo revelado pelo rival Santos, Ganso mostrou que foi bem recebido pela torcida são-paulina, inclusive as crianças
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Quando a bola rolou, Lucas foi o mais inspirado do São Paulo, já que acertou dois chutes perigosos e assustou o goleiro Felipe
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Felipe, ex-Santos, foi o goleiro do Náutico no jogo e teve pouco trabalho no primeiro tempo
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Apesar da empolgação da torcida, a partida teve poucas emoções no Morumbi
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Enquanto o São Paulo jogou com seu uniforme tradicional, o Náutico entrou de azul claro para a partida no Morumbi
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Luís Fabiano foi bem marcado pela defesa do Náutico no primeiro tempo
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Válvula de escape do São Paulo pela esquerda, Osvaldo não conseguiu ajudar na criação de jogadas de ataque
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O São Paulo não conseguiu empolgar a torcida durante todo o primeiro tempo, mas mesmo assim os são-paulinos cantaram bastante no Morumbi
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Preocupado em se defender, o Náutico deu pouco trabalho para a defesa do São Paulo
Foto: Marcelo Pereira / Terra
Wellington disputa com Alemão, que fez o pênalti em Luís Fabiano no segundo tempo
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Wellington também se envolveu em lance que acabou deixando Alemão machucado por alguns minutos
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Lucas atuou durante os 90 minutos e deu trabalho para a defesa do Náutico até o fim
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Com 8min de jogo, antes do gol de empate, Ney Franco tirou Ganso do banco de reservas e o chamou para conversar
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Logo na sequência, saiu o gol de Luís Fabiano, que cabeceou após cruzamento de Osvaldo
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
Aos 11min, Ganso entrou em campo no lugar de Jadson e fez sua estreia pelo São Paulo
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Luís Fabiano comemora pênalti marcado para o São Paulo
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Após pênalti marcado por falta de Alemão em Luís Fabiano, Rogério Ceni foi para a cobrança
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Felipe tentou desconcentrar Ceni antes da cobrança
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Também houve tempo para uma comemoração mais solitária de Rogério
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Ganso se recupera de lesão e mostrou sinais de cansaço, mesmo jogando por pouco mais de uma hora
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Ganso tentou acertar o entrosamento com Lucas
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Ganso teve atuação discreta na estreia
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Ganso não chegou a brilhar, mas mostrou bem onde irá se encaixar, provavelmente na posição que hoje é de Jadson
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"Foi uma felicidade muito grande porque o pessoal lotou o estádio para isso (vencer) e a gente pode coroar. A vitória premia o nosso empenho no dia de hoje", analisou Ganso
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Ganso disse ter se sentindo "super bem" fisicamente
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No período em que ficou em campo, Ganso foi o jogador mais acionado, com 27 toques na bola
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Ganso jogou com a camisa número 8 e empolgou a torcida quando tocou na bola
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Após o jogo, Lucas chegou a se emocionar com a vitória
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A torcida do São Paulo se empolgou com a virada e viu o time administrar bem a vitória até o fim do jogo
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Luís Fabiano recebeu cartão amarelo no segundo tempo
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Consolidado como titular do São Paulo, Osvaldo voltou a ser importante neste domingo, já que deu uma assistência
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Ney Franco assumiu o São Paulo no meio do Brasileiro e praticamente já colocou o time na Copa Libertadores do ano que vem
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Já Alexandre Gallo colocou seu time na defesa e deve ter ficado frustrado com a virada sofrida no segundo tempo