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Futebol

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Brasil enfrenta Austrália e inicia novo ciclo com renovação moderada promovida por Ancelotti

Seleção brasileira escolhe rivais frágeis para testes do treinador italiano em primeiros compromissos após fracasso na Copa do Mundo

24 set 2026 - 18h11
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Resumo
Sob o comando de Carlo Ancelotti, a seleção brasileira inicia o ciclo para a Copa de 2030 em amistoso contra a Austrália. Após a eliminação precoce no último Mundial, o treinador aposta em uma renovação gradual do elenco, reduzindo a média de idade com nove estreantes, sem abrir mão de líderes experientes como Vinícius Júnior e Marquinhos. O período de testes na Super Data-Fifa servirá para avaliar jovens talentos e alternativas táticas diante de adversários com menor peso competitivo.

Começa nesta sexta-feira o novo ciclo da seleção brasileira que terminará na Copa do Mundo de 2030. Com elenco renovado, o Brasil encara a Austrália duas vezes, a começar pelo amistoso em Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, às 7h (de Brasília). Depois, encara os australianos dia 29, em Brisbane, e a Índia, em duelo inédito, marcado para o dia 3 de outubro, em Calcutá.

As partidas contra Austrália e Índia não devem ter peso competitivo, o que permitirá a Ancelotti testar jogadores e alternativas táticas. Os jogos ocorrem na estreia da Super Data-Fifa, período de 16 dias, em vez dos tradicionais nove, para amistosos e treinos das seleções.

Ancelotti reduziu a média de idade da seleção em quatro anos em comparação com os 26 jogadores que estiveram na Copa do Mundo de 2026. A mudança ocorre depois de uma Copa do Mundo decepcionante para o Brasil. Eliminada nas oitavas de final, a seleção fracassou e encerrou o torneio com a pior campanha em Mundiais em 36 anos.

A primeira convocação do técnico italiano já indicou o caminho escolhido: renovação. Dos 26 jogadores chamados, nove são estreantes e 11 atuam no futebol brasileiro. Ao mesmo tempo, Ancelotti manteve nomes considerados importantes para a transição, como Vinícius Júnior, Raphinha, Marquinhos e Bruno Guimarães. Todos os quatro, além de Douglas Santos e Gabriel Magalhães, outros remanescentes do ciclo anterior, devem ser titulares nesta sexta.

"Importante é passar confiança aos mais jovens que estão chegando. Minha primeira convocação foi em 2020 e, desde lá, muita coisa aconteceu. Obviamente não dá para mudar tudo da noite para o dia, mas é importante que o professor tenha um grande leque de opções", disse Bruno Guimarães.

O meio-campista ainda se lembra do pênalti perdido que fez falta contra a Noruega, responsável por tirar o Brasil da última Copa do Mundo. "É uma ferida, é uma cicatriz, e ainda dói", admitiu. "Bateria mil vezes de novo se fosse preciso, porque vestir esta camisa representa tudo para mim".

A falha no jogo decisivo não mudou o pensamento de Ancelotti em relação ao jogador do Arsenal, uma das lideranças da equipe.

A ideia do treinador é observar jogadores mais jovens sem abrir mão de uma base experiente, ainda mais com a dificuldade que tem tido o italiano de implantar uma renovação radical no grupo. Neste primeiro momento, o resultado não é o único objetivo, mas importa, tanto que a CBF escolheu adversários frágeis para o começo do novo ciclo.

O amistoso tem importância para muitos dos estreantes e para outros que vinham fazendo parte do grupo. É o caso de Estêvão. O jovem atacante revelado pelo Palmeiras e hoje no Chelsea perdeu a Copa por lesão no momento em que era titular e figura de destaque. Agora, corre para retomar.

"Estar aqui para este novo ciclo é muito importante para mim e para todos os jovens que estão chegando. Acho que cada um tem de representar da melhor forma a seleção brasileira, seja valendo pontos ou não", destacou o atacante, que deve ser titular de Carlo Ancelotti nos amistosos com Austrália e Índia.

Entre os novatos, há apostas pouco conhecidas na lista de Ancelotti, como o lateral-esquerdo Mauro Júnior. Ele nunca atuou profissionalmente no futebol brasileiro e talvez tenha sido o nome mais surpreendente na relação. O jogador de 27 anos foi revelado pelo Desportivo Brasil e defende o PSV, da Holanda, há quase uma década.

Natural do município paulista de Palmital, interior paulista, o jogador tem passagem pelas seleções de base entre 2013 e 2020, período em que jogava como meio-campista. Foi até o camisa 10 da seleção sub-20 em 2018 que tinha Rodrygo e Vini Jr.

"No começo, foi um pouco difícil de me adaptar a jogar de lateral, mas hoje, graças a Deus, eu me sinto muito bem e muito confortável jogando de lateral", explicou Mauro, que diz ter Marcelo, Roberto Carlos e Branco como inspirações.

A Austrália ocupa a 28ª posição no ranking da Fifa. No último Mundial, foi eliminada pelo Egito na fase de 16 avos.

AUSTRÁLIA X BRASIL

  • AUSTRÁLIA: Izzo; Herrington, Souttar, Circati e Behich; Metcalfe, O'Neill; Irankunda, Irvine, Eli Adams; Tete Yengi. Técnico: Tony Popovic.
  • BRASIL: Hugo Souza; Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Bruno Guimarães e Danilo; Estêvão, Vini Jr., Raphinha e Pedro; Técnico: Carlo Ancelotti.
  • ÁRBITRO: Ryo Tanimoto (Japão).
  • HORÁRIO: 7 horas (de Brasília).
  • LOCAL: Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, Austrália.
  • TV: Globo, SporTV e GE TV.
Estadão
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