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Futebol

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Botafogo encontra saída para nova regra dos estrangeiros; veja

Clube apoiou redução do limite de atletas de fora do país e pretende fortalecer categorias de base para recompor o elenco

27 set 2026 - 09h21
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Resumo
O Botafogo apoia a redução gradual de atletas estrangeiros pela CBF, que cairá de nove para cinco até 2030, e aposta na aceleração da base para se adaptar. Embora não vá abandonar o mercado externo, o clube planeja formar talentos brasileiros para suprir essas vagas futuras e gerenciar os vínculos longos do elenco atual, tornando as contratações internacionais mais seletivas para equilibrar o plantel principal.

Antes de mais nada, o Botafogo já prepara uma resposta à redução gradual do limite de estrangeiros no futebol brasileiro. O clube votou a favor da mudança e pretende usar a nova regra para acelerar o desenvolvimento da base.

Foto: Vitor Silva/ Botafogo
Foto: Vitor Silva/ Botafogo
Foto: Vitor Silva/ Botafogo / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a avaliação interna é de que será necessário aumentar a capacidade de formação para que o clube tenha mais jogadores brasileiros prontos para integrar o elenco profissional.

A alteração definida pela CBF será implantada progressivamente. O limite, que é de nove estrangeiros relacionados por partida em 2026, cairá para oito em 2027 e seguirá em redução até chegar a cinco em 2030.

A mudança não significa que o Botafogo pretende abandonar o mercado internacional. O clube continuará avaliando jogadores de outros países, mas terá de administrar com mais cuidado a composição do elenco e o número de atletas estrangeiros disponíveis para cada partida.

Base ganha espaço no planejamento

Nesse cenário, as categorias de base ganham mais espaço na estratégia da diretoria alvinegra. A ideia é ampliar a formação de jogadores para o profissional e ter opções para posições hoje ocupadas por estrangeiros.

O Botafogo tem hoje nove estrangeiros no elenco principal. Outros dois jogadores nascidos fora do Brasil estão no Sub-20: o goleiro equatoriano Christian Loor e o lateral-esquerdo colombiano Jhoan Hernández.

Entre os dois, Jhoan Hernández tem situação diferente. Emprestado pelo Millonarios, o colombiano possui contrato somente até o fim dezembro de 2026 e não deve permanecer no clube após o encerramento do vínculo.

O cenário mostra que a redução do limite não terá necessariamente um efeito imediato sobre todos os jogadores atuais. O impacto maior estará nas próximas decisões de mercado e na montagem dos elencos das temporadas seguintes.

Contratos longos exigem planejamento

O Botafogo possui uma série de estrangeiros com contratos que avançam pelos próximos anos. Mateo Ponte tem vínculo até julho de 2028, enquanto Christian Loor e Hakim Ziyech estão ligados ao clube até dezembro do mesmo ano.

Nahuel Ferraresi, Cristian Medina, Domingos Andrade, Jordan Barrera, Kadir Barría e Lucas Villalba possuem contratos até dezembro de 2029. Álvaro Montoro é o jogador com vínculo mais longo entre os estrangeiros relacionados, com contrato até dezembro de 2030.

Mercado terá de ser mais seletivo

A existência desses contratos faz com que o Botafogo precise trabalhar com antecedência. A redução do limite não elimina os jogadores que já pertencem ao elenco, mas muda a margem disponível para novas contratações internacionais.

A partir de 2027, cada partida poderá ter até oito estrangeiros relacionados. Depois, o número continuará diminuindo até chegar a cinco em 2030. Nesse intervalo, a base terá de acompanhar a evolução da regra.

A formação de jogadores deixa de ser apenas uma estratégia esportiva de longo prazo e passa a fazer parte também da engenharia do elenco profissional. A intenção do Botafogo é criar alternativas dentro de casa para compensar a redução das vagas destinadas aos estrangeiros.

Quanto maior for a capacidade de promover jovens, maior será a margem para equilibrar experiência, investimento e formação. A nova regra, portanto, altera uma parte importante da lógica de montagem do elenco.

Para o clube de General Severiano, a resposta está menos em simplesmente reduzir a presença estrangeira e mais em preparar jogadores brasileiros para ocupar os espaços que surgirão nos próximos anos.

RTI Esporte
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