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Bolívia vira mercado atrativo para brasileiros

Zagueiro Lázaro atua pelo Independiente Petrolero

4 set 2026 - 08h01
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Resumo
A Bolívia consolidou-se como um mercado atrativo para jogadores de futebol brasileiros, servindo de vitrine para transferências lucrativas rumo à Europa, Ásia e Oriente Médio. Exemplo dessa rota, o zagueiro Lázaro, do Independiente Petrolero, destaca a boa acolhida e as oportunidades abertas pela liga boliviana, cenário confirmado pelo empresário Joaelton Sampaio, cuja agência já intermediou dezenas de negociações do país para mercados que pagam em dólar.

Quando o assunto é futebol, tem jogador nascido no Brasil espalhado por todos os cantos do mundo. Afinal, a ginga brasileira sempre esteve em alta. Um país sul-americano parece estar apostando cada vez mais nisso nos últimos anos. É que a Bolívia teve um aumento considerável de atletas brasileiros.

Foto: Independiente Petrolero
Foto: Independiente Petrolero
Foto: Independiente Petrolero / RTI Esporte

O zagueiro Lázaro, por exemplo, conhece muito bem os dois países. E vem sendo uma espécie de guia para os novos jogadores do Brasil. Com dupla nacionalidade, ele tem o pai brasileiro e a mãe boliviana. Fez parte da base no Audax, de São Paulo, e também no Real Potosí, tradicional clube da Bolívia. Atualmente, um dos destaques do Independiente Petrolero, onde joga a principal liga do país e também a Copa da Bolívia, ele vem recebendo cada vez mais questionamentos sobre como é atuar por lá.

Lázaro é um dos brasileiros de sucesso na Bolívia

"Chega a ser curioso, pois lá atrás não era tão comum assim equipes com brasileiros, hoje acho que quase todas têm, algumas têm vários, inclusive. Cada vez mais colegas vêm me perguntar como é aqui, como funciona. Aqui tem muito carinho com os brasileiros, tem a possibilidade de voos maiores também, o que acaba chamando a atenção", afirmou o jogador, com expectativa de ser convocado em breve para a seleção da Bolívia.

Ainda com 23 anos, Lázaro viveu isso na pele. Por duas vezes. Em 2023, após destaque na liga boliviana, foi jogar no Bahrein, pelo tradicional Al-Shabab. E, ano passado, deixou o Real Tomayapo para ir para Malta, na Europa, defendendo o Mgarr United.

"Acho que isso é um dos pontos que contam bastante, como eu falei. Tem brasileiro vindo para cá, fazendo boa temporada e depois indo para os Emirados, para a Europa, e muitos indo também para o futebol do Japão, da Coreia, que são mercados muito bons também, e isso chama a atenção", continuou.

Responsável pela carreira de Lázaro, o empresário Joaelton Sampaio, da Impacto Futebol, valoriza o crescimento do mercado boliviano. A empresa já fez mais de 30 negócios recentemente envolvendo clubes da Bolívia.

"Acho que o que o Lázaro falou é o que define bem. Os clubes bolivianos tratam com bastante carinho o jogador brasileiro, valorizam o talento. Em função do destaque na principal liga boliviana, recentemente fizemos negócios importantes de brasileiros de clubes da Bolívia com clubes do Japão, do Vietnã, Iraque, Kuwait e Coreia do Sul, que são mercados que pagam bem, em dólar, e dão ainda mais visibilidade para os atletas", finalizou o agente.

RTI Esporte
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