Argentina terá de quebrar tabu de 24 anos para buscar título da Copa: 'Agora a diversão começa'
Técnico Lionel Scaloni analisa primeira fase com 100%, pede pés no chão e elogia Cabo Verde, primeiro adversário do mata-mata
ARLINGTON - A Argentina terminou a primeira fase da Copa do Mundo com três vitórias. Neste Mundial, México e França também conquistaram o feito. Caso um dos três seja campeão, cairá um tabu que dura 24 anos. Desde 2002, a seleção que conquista o Mundial não faz 100% dos pontos na fase de grupos.
O Brasil foi o último a fazer a campanha perfeita na primeira fase. No ano do pentacampeonato, a equipe brasileira bateu Turquia, Costa Rica e China antes de ir para o mata-mata.
"Agora a verdadeira diversão começa", disse o técnico argentino Lionel Scaloni sobre o mata-mata. "A avaliação, logicamente, depois de vencer todas as três partidas, é positiva", completou.
Em 2006, a Itália fez sete dos nove pontos possíveis na fase de grupos, jogando contra Gana, República Tcheca e Estados Unidos. Quatro anos depois, a Espanha chegou a perder para a Suíça, antes de ganhar de Chile e Honduras.
No Brasil, a Alemanha venceu Estados Unidos e Portugal, mas fez sete pontos graças a um empate com Gana. Na Rússia, o empate da França com a Dinamarca deixou a seleção campeã também com sete pontos, somados com vitórias sobre Austrália e Peru.
E, claro, a Argentina, que estreou com derrota para a Arábia Saudita no Catar. Depois, a equipe venceu os dois jogos, contra México e Polônia.
A Argentina vai enfrentar Cabo Verde, uma das sensações da Copa do Mundo de 2026 e única seleção estreante neste ano a avançar para a segunda fase. "Observando o que vi da equipe, não fiquei surpreso. Eles têm dificultado a vida dos adversários que enfrentaram. Vi o jogo contra a Espanha ao vivo e o jogo contra o Uruguai pela TV. É inútil dizer que não são um adversário difícil, porque seria mentira. São um adversário difícil que vai nos dar trabalho", analisou o técnico.
A partida será no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, no dia 3 de julho, às 19h (de Brasília).
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