Técnico com quinto maior salário da Copa é eliminado sem marcar pontos
Italiano Fabio Cannavaro vive fiasco com péssima campanha de Uzbequistão Veja lista dos mais bem pagos
O fim da primeira fase da Copa do Mundo causou 16 eliminações. Algumas já esperadas, outras chamaram mais a atenção. Um dado curioso entre essas seleções é que o quinto técnico mais bem pago da competição volta para casa sem pontuar e com a terceira pior campanha geral.
Campeão do mundo como jogador pela Itália, em 2006, Fabio Cannavaro assumiu o Uzbequistão após a classificação nas eliminatórias asiáticas. A oferta foi de 4 milhões de euros anuais (em torno de R$ 23.7 milhões), o que o deixou atrás apenas, em vencimentos, de Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira, de Julian Nagelsman, da Alemanha, de Mauricio Pocchetino, que treina os Estados Unidos, e Thomas Tuchel, da Inglaterra.
Em campo, os uzbeques levaram 3 a 1 da Colômbia, de 5 a 0 de Portugal e, neste domingo, concluíram o fiasco com a derrota por 3 a 1 para RD Congo. Porém, Cannavaro não pareceu se importar muito e deixou claro que já estava satisfeito em participar da Copa. Afinal, foi a primeira vez da seleção.
"Todos querem ganhar. Cada vez que treinamos, buscamos a vitória. Mas, para mim, o mais importante agora é fazer o melhor que podemos e o resultado será consequência. No Mundial, todos apoiam a sua seleção e pedir resultados. Não é apenas no Uzbequistão. Todos querem ser os técnicos, mas, para mim, apenas quero que façam todo o esforço no campo", disse o ex-zagueiro, antes da derrota para os africanos.
"Feliz e orgulhoso", diz Cannavaro
Logo após a goleada sofrida para Portugal, o italiano se disse "feliz" e "orgulhoso" dos jogadores. Mesmo assim, segue prestigiado cargo e deve ser mantido para a Copa da Ásia, a partir de janeiro de 2027, competição que já mencionou nas entrevistas ser o foco da temporada da seleção.
Atrás do Uzbequistão, no geral, ficaram Tunísia e Iraque - ambos levaram duas goleadas e tiveram saldo pior. Já o Irã fez a melhor campanha entre os terceiros e encerrou sua participação por culpa de um gol nos acréscimos da Áustria sobre a Argélia.
Milionário Bielsa também cai
Outras seleções que estão fora causaram espanto por conta do mau futebol e da péssima pontaria. Caso da Turquia, que até dominou os dois primeiros rivais (Austrália e Paraguai), mas só foi marcar gols contra os EUA, quando já estava eliminada matematicamente.
Coreia do Sul e Uruguai também eram favoritas a avançar à segunda fase em seus respectivos grupos e deixam o torneio precocemente. Aliás, a Celeste conta com um treinador que figura na lista de mais bem pagos da Copa. Aos 70 anos, Marcelo Bielsa admitiu que não tirou nada do que gostaria do elenco e fracassou. Com isso, críticas ao alto salário reverberaram em Montevidéu. A tendência é a de que ele seja demitido.
Atual campeão do mundo, Lionel Scaloni não figura nem no top 10 abaixo. Afinal, consta que o argentino de 48 anos tem o 12° maior salário anual entre as 48 seleções que disputam a competição (2.3 milhões de euros ou R$ 13.5 milhões). Seu contrato vai até o fim de 2026.
Técnicos mais bem pagos na Copa:
Carlo Ancelotti (Brasil): 10 milhões de euros (R$ 59,2 milhões)
Julian Nagelsmann (Alemanha): 7 milhões de euros (R$ 41,4 milhões)
Mauricio Pochettino (Estados Unidos): 6 milhões de euros (R$ 35,5 milhões)
Thomas Tuchel (Inglaterra): 5,8 milhões de euros (R$ 34,3 milhões)
Fabio Cannavaro (Uzbequistão): 4 milhões de euros (R$ 23,7 milhões) - Eliminado
Roberto Martínez (Portugal): 4 milhões de euros (R$ 23,7 milhões)
Didier Deschamps (França): 3,8 milhões de euros (R$ 22,5 milhões)
Ronald Koeman (Holanda): 3 milhões de euros (R$ 17,8 milhões)
Marcelo Bielsa (Uruguai): 3 milhões de euros (R$ 17,8 milhões) - Eliminado
Jesse Marsch (Canadá): 2,5 milhões de euros (R$ 14,8 milhões)
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