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África do Sul avalia banir vuvuzelas dos estádios

11 abr 2013 - 13h43
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O som da vuvuzela pode sumir dos campos de futebol da África do Sul, mas não por causa do barulho ensurdecedor que tornou o instrumento tão impopular durante a Copa do Mundo de 2010.

Torcedor de Burkina Fasso sopra vuvuzela durante partida contra o Togo pelas quartas-de-final da Copa das Nações da África, no estádio Mbombela, em Nelspruit, na África do Sul. 3/02/2013.
Torcedor de Burkina Fasso sopra vuvuzela durante partida contra o Togo pelas quartas-de-final da Copa das Nações da África, no estádio Mbombela, em Nelspruit, na África do Sul. 3/02/2013.
Foto: Thomas Mukoya / Reuters

Autoridades da liga sul-africana de futebol afirmam que, embora ainda não estejam buscando uma proibição, o tema está sendo debatido após um aumento no número de incidentes em que a vuvuzela foi usada para causar danos.

"Nossas regras proíbem todas as armas perigosas nos jogos", disse o gerente-geral da liga, Derek Blanckensee, à Reuters. "Se a vuvuzela se tornar uma arma perigosa, então vamos avaliar isso."

As vuvuzelas estão entre uma série de objetos jogados contra o técnico do Orlando Pirates, Roger de Sá, após sua equipe empatar com o AmaZulu no início deste mês.

Uma semana depois, um torcedor, irritado com uma decisão de cartão vermelho contra sua equipe, invadiu o campo tentou atingir o árbitro com o instrumento de plástico durante um jogo da liga entre Lamontville Golden Arrows e o Kaizer Chiefs, em Durban.

Um segundo torcedor do Chiefs, o clube mais popular do país e que busca o primeiro título da liga em oito anos, foi detido após também invadir o campo. Ambos foram presos e liberados com fiança equivalente a 55 dólares no início desta semana.

Os incidentes não só levantaram a questão da segurança nos jogos na África do Sul, como também o futuro da vuvuzela, que continua popular entre os torcedores locais.

Alguns países já proibiram a vuvuzela depois de torcedores tentarem levá-la para os estádios.

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