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Futebol

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A grife a gafe: veja os fatos que marcaram a segunda rodada da Copa do Mundo

De atuações que levaram a recordes até falhas que ficaram marcadas nesta fase de grupos

24 jun 2026 - 12h12
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A segunda rodada da Copa do Mundo começou a definir caminhos para as seleções, mas também reservou momentos que vão além da tabela de classificação. Entre atuações histórias — algumas nem tanto —, recordes e cenas inesperadas, o Mundial segue construindo momentos memoráveis.

De um lado, craques que confirmam seu status de estrela e um herói improvável. Do outro, erros individuais, resultados surpreendentes e situações negativas que também fazem parte da memória da Copa. Entre a glória e o constrangimento, veja quais foram as grifes e as gafes da segunda rodada.

Grife: Messi artilheiro histórico

Lionel Messi é imparável. A dois dias de completar 39 anos, o craque marcou duas vezes na vitória da Argentina sobre a Áustria, por 2 a 0, ultrapassou o alemão Miroslav Klose e alcançou a artilharia isolada da história das Copas do Mundo, com 18 gols. Ele já havia balançado as redes três vezes na estreia, quando a seleção argentina derrotou a Argélia por 3 a 0.

Grife: CR7 recordista

Depois de passar em branco na primeira rodada, Cristiano Ronaldo se redimiu na segunda rodada e marcou duas vezes na goleada por 5 a 0 de Portugal sobre o Uzbequistão. Aos 41 anos, ele se tornou o único jogador a balançar as redes em seis Copas diferentes (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026).

Grife: um herói improvável

Se na primeira rodada foi Vozinha, de Cabo Verde, quem encantou os torcedores por fechar o gol e garantir o empate sem gols da seleção estreante contra a toda poderosa Espanha, desta vez o arqueiro Eloy Room quem escreveu sua história. Aos 37 anos, ele teve atuação impecável e ajudou Curaçao a segurar o Equador e conquistar seu primeiro ponto na história das Copas com o 0 a 0 em Kansas City

Segundo dados da Opta, Room realizou 15 defesas na partida estabelecendo um recorde de intervenções em um jogo de Copa do Mundo disputado em 90 minutos desde o início dos registros, em 1966.

Gafe: goleada desastrosa

Classificado para a segunda Copa consecutiva pela primeira vez na história, o Catar até surpreendeu na primeira rodada ao empatar com a Suíça, mas o cenário na segunda foi completamente diferente. Diante do anfitrião Canadá, a seleção árabe foi derrotada por 6 a 0. Para piorar, os catarianos ainda tiveram dois jogadores expulsos. Um deles em um lance infeliz em que o canadense Ismaël Koné fraturou a perna.

Gafe: goleiros em apuros

Os erros dos goleiros também marcaram a rodada. Fernando Muslera acabou sendo responsável direto pelo empate por 2 a 2 do Uruguai com Cabo Verde. Ele saiu de forma equivocada da área e acabou deixando a bola escapar após a tentativa de corte, permitindo que Hélio Varela aproveitasse o lance e empatasse a partida. O arqueiro uruguaio ainda bateu um recorde indigesto, se tornando o goleiro com mais falhas que terminaram em gols em Copas, desde 1966. São 4 erros, sendo 2 apenas contra Cabo Verde.

Kim Seung-Gyu foi outro que falhou feito. Após uma bola alçada na área, o goleiro da Coreia do Sul se chocou com um companheiro e soltou a bola, que sobrou para Luis Romo finalizar para as redes e selar a vitória do México, por 1 a 0.

Gafe: isolada de Pasalic

A Croácia ainda está longe de apresentar o futebol que a consagrou como a sensação das últimas Copas. Após a goleada sofrida para a Inglaterra na estreia, a equipe não teve bom desempenho nos primeiros 45 minutos contra o Panamá, registrando apenas uma finalização bem no dia do histórico jogo de número 200 do craque Luka Modric.

No segundo tempo, as modificações do técnico Zlatko Dalic garantiram um gol aos oito minutos. Marco Pasalic teve nos pés a chance de matar o jogo. Aos 11 minutos Modric aciona o jogador, que ficou sozinho e avançou com liberdade para a área onde tentou marcar de cavada mas a pouca distância favoreceu o goleiro. No rebote o atacante ainda tentou, mas isolou a bola em um dos lances mais impressionantes da segunda rodada.

O erro deu vida aos panamenhos, que iniciaram uma forte pressão pelo empate, mas as defesas do goleiro Livakovic seguraram a vitória por 1 a 0.

Estadão
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