Como joga a Escócia? Conheça os pontos fortes e fracos da rival do Brasil
A rival da Amarelinha vive uma crescente nos últimos anos
O Brasil enfrenta a Escócia, pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, nesta quarta-feira (24). O adversário da Amarelinha voltou à competição depois de 28 anos e agora trava um confronto direto pela classificação.
Apesar de a Seleção liderar a chave, com quatro pontos, um a mais que os escoceses, a Amarelinha ainda não está matematicamente garantida no mata-mata. Por outro lado, a Tartan Army ocupa a terceira colocação, com três pontos da vitória por 1 a 0 sobre o Haiti, na primeira rodada.
A rival do Brasil de logo mais conta com um trabalho longevo do técnico Steve Clarke, que tem quebrado tabus nos últimos anos.
Quebradores de tabu
O ex-zagueiro e assistente de José Mourinho durante sua primeira passagem pelo Chelsea assumiu o cargo em 2019 em um momento completamente oposto do atual. Os escoceses vinham de uma derrota embaraçosa para o Cazaquistão, nas eliminatórias da Euro, e corriam um sério risco de ficar fora da competição.
Clarke organizou a seleção e conquistou resultados importantes para levar a equipe para a repescagem, que, mesmo não sendo favorita, venceu a Sérvia para voltar a disputar uma fase final de competição após 18 anos. No mesmo ciclo, os escoceses viram sua esperança de voltar ao mundial acabar em uma derrota para a Ucrânia, em casa.
A federação optou por renovar com o técnico para esse ciclo e colheu resultados. Apesar de altos e baixos, os escoceses foram para outra Euro, batendo a Espanha, que depois veio a se sagrar campeã, e a Noruega nas eliminatórias. Por outro lado, foram rebaixados na Liga das Nações ao perder para a Grécia, na repescagem.
Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, a Escócia travou um duelo particular com a Dinamarca pela vaga direta na sua chave e, por conta disso, as duas equipes chegaram na última rodada empatadas, com os escoceses precisando vencer. Em uma partida dramática, a Tartan Army venceu por 4 a 2, com dois gols na reta final, no Hampden Park, e voltou a disputar uma Copa do Mundo depois de 28 anos.
Mudança de formação
Sob o comando de Steve Clarke, a Escócia ficou conhecida por jogar com esquema com três zagueiros. Por conta disso, o técnico sempre optou por variar entre um 3-1-4-2 ou 3-4-1 nos seus primeiros anos.
No entanto, desde a última Eurocopa, a seleção mudou o esquema e passou a alternar entre 4-4-2 ou 4-3-3. Muito disso passa pelo surgimento de jogadores criativos, como Lewis Ferguson, capitão do Bologna, e Ben Ganon Doak, do Bournemouth.
Por conta disso, a Escócia deixou de ser uma seleção mais defensiva e passou a ser mais flexível taticamente. Além disso, ganhou a criatividade e a velocidade.
Destaques e calcanhar de Aquiles
O quinteto: McTominay, Christie, McGinn, Robertson e Tierney compõe um grupo que está há quase uma década sendo chamado para a seleção e acompanha Steve Clarke desde o início Eles são considerados a espinha dorsal.
Apesar de Robertson ser o capitão e John McGinn aparecer em momentos decisivos, nenhum dos dois é tão importante como Scott McTominay. O meia é o único da espinha dorsal que não nasceu no país e é a principal válvula criativa no ataque.
McTominay não ocupa uma zona fixa dentro do campo, joga mais avançado e seus movimentos variam entre aproximações com volantes, ocupação dos espaços e apoio aos atacantes. Além disso, o destaque do Napoli é um jogador que aparece em momentos decisivos, sendo um dos artilheiros nas eliminatórias para o mundial.
Por outro lado, a Escócia também na meta seu principal calcanhar de Aquiles. Angus Gunn, terceiro goleiro do Nottingham Forest, alterou com o veterano Craig Gordon, de 43 anos no ciclo, mas nenhum dos dois é titular em seus respectivos times.
A referência do ataque tem sido outra dor de cabeça para Steve Clarke. Lyndon Dykes e Che Adams têm alterado na posição, mas nenhum dos dois é unanimidade. Por outro lado, Lawrence Shakland ganhou mais espaço e Ross Stewart, destaque do Southampton, foi uma das surpresas da convocação para o mundial.
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