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Presidente do Fluminense detalha prejuízo sem patrocínio das bets

Mattheus Montenegro falou em nome do Tricolor nesta terça-feira (3), em Brasília, no STF, e explicou situação delicada do clube

3 nov 2026 - 14h24
(atualizado às 14h31)
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Resumo
Em audiência no STF sobre a MP que vetou as casas de apostas no Brasil, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, estimou um prejuízo de R$ 200 milhões para o clube. Segundo o dirigente, a medida afeta patrocínios e cotas de transmissão, fontes vitais da receita do futebol. Com o contrato da Superbet suspenso, a equipe carioca acionou o STF para suspender a regra, enquanto o Congresso analisa o texto da MP, que recebeu 99 emendas e precisa ser votado até 23 de novembro.
Presidente declarou da falta de renda para o clube – Reprodução/FluTV
Presidente declarou da falta de renda para o clube – Reprodução/FluTV
Foto: Jogada10

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, detalhou nesta terça-feira (3) o impacto financeiro das casas de apostas no clube carioca. O dirigente discursou durante uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar da medida provisória que vetou a atuação das bets no país.

De acordo com as estimativas apresentadas pelo dirigente, a equipe tricolor projeta um prejuízo direto da ordem de R$ 200 milhões. Antes mesmo de expor as cifras milionárias, o gestor contextualizou os motivos que fazem a decisão governamental abalar os cofres do futebol brasileiro.

Conforme explicou Montenegro, a determinação atinge em cheio as verbas oriundas de patrocínios e de direitos de exibição das partidas, uma vez que as plataformas de apostas respondem atualmente pela aquisição da maioria das cotas publicitárias das transmissões dos jogos.

Presidente declarou da falta de renda para o clube – Reprodução/FluTV
Presidente declarou da falta de renda para o clube – Reprodução/FluTV
Foto: Jogada10

"Os clubes de futebol têm basicamente cinco tipos de receita: venda de jogador, direitos de transmissão, patrocínios (incluindo placas), sócio-futebol e bilheteria. Essa medida afeta duas dessas fontes de forma muito direta: o patrocínio e as placas de campo, além dos direitos de transmissão. Afinal, as empresas que pagam os direitos aos clubes vendem cotas de publicidade adquiridas principalmente pelas bets hoje em dia. Portanto, isso acaba com as principais receitas do futebol", lamentou.

Fluminense no STF

Aliás, a agremiação já enfrenta as consequências dessa determinação no seu cotidiano. Visto que o contrato firmado com a Superbet previa essencialmente a exibição da marca patrocinadora, a parceria permanece suspensa desde a divulgação da norma legal. Em função disso, a diretoria tricolor juntou-se ao grupo de entidades que solicita a interrupção imediata dos efeitos da regra junto ao STF.

Simultaneamente aos desdobramentos na esfera judicial, a Medida Provisória 1.394/2026 mantém o seu curso de apreciação no Congresso Nacional. Como os parlamentares apresentaram 99 emendas ao texto original, o Legislativo precisa concluir a votação da proposta até o dia 23 de novembro.

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Jogada10
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