Fluminense joga bem, mas expõe fragilidades em derrota
Falta de contundência no ataque e falhas defensivas custaram caro diante do Palmeiras
O Fluminense sofreu a primeira derrota com o time principal na temporada. O Tricolor pagou caro pelo início de atuação ruim e perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, nesta quarta-feira (25), em Barueri, pela 4ª rodada do Brasileirão. Assim, apesar de demonstrar organização e espírito competitivo mesmo com time misto, o Time de Guerreiros demonstrou suas fragilidades.
Na derrota diante do Palmeiras, o Fluminense expôs duas fragilidades do elenco: a falta de um camisa 9 e de mais um zagueiro de confiança. Afinal, o técnico Zubeldía decidiu poupar alguns titulares por causa da semifinal do Carioca contra o Vasco, no domingo (1º), entre eles o zagueiro Jemmes e o atacante John Kennedy. Dessa forma, apostou em Ignácio e Ganso. Mas não deu certo.
No início do jogo, Ignácio demonstrou insegurança, assim como Freytes. A dupla de zaga tricolor cometeu seguidos erros, tendo participação direta nos dois gols do Palmeiras. No primeiro, Vitor Roque recebe passe nas costas de Ignácio, antes de ser derrubado por Fábio. No segundo, Allan dribla os dois zagueiros e chuta cruzado — e a bola ainda desviou no camisa 4 e saiu do alcance do goleiro.
Após sofrer dois gols em menos de 15 minutos, o Fluminense conseguiu reagir. Afinal, o Tricolor conseguiu criar boas situações e diminuiu com Acosta. Contudo, faltou um camisa 9 para fazer gol. Sem John Kennedy, Zubeldía apostou em Ganso como "falso 9". O camisa 10, no entanto, teve uma atuação discreta. Mais uma vez, a falta de contundência custou caro e fez a diferença em confronto direto.
Fluminense deixa claro que precisa reforçar
A derrota para o Palmeiras deixou um recado claro para o Fluminense: é preciso reforçar. O trabalho do técnico Luis Zubeldía é bom, mas falta algo a mais para subir de prateleira e brigar por títulos. Desde a chegada do treinador, o Tricolor tem resultados em pé de igualdade com os poderosos Flamengo e Palmeiras. Mas, no fim das contas, a falta de qualidade em determinadas posições faz a diferença.
Zubeldía conseguiu dar organização e solidez ao Fluminense. Afinal, o time é competitivo e mantém o padrão mesmo com mudanças — e provou isso ontem. Mas, se tivesse um camisa 9 a mais no elenco e mais um defensor de confiança, a história poderia ser outra. Enquanto isso, a janela se aproxima do fim e, até agora, a promessa da diretoria não foi cumprida.
"Estamos buscando. Sem dúvida fazemos esse diagnóstico, temos só um centroavante. O que trato de fazer é jogar o melhor possível com os jogadores que temos e tentar ganhar. Se o resultado depende de ter um nove ou não, o tempo dirá. Creio que hoje, independente dessa situação, poderíamos ter feito um gol a mais tranquilamente. O grupo vem respondendo bem", disse Zubeldía.
Desde a abertura da janela, a prioridade do Fluminense era um zagueiro e um centroavante. O Tricolor trouxe Jemmes, mas a saída de Thiago Silva reforçou a necessidade de buscar mais um nome. Já no ataque, ainda não chegou ninguém. A diretoria fracassou nas tratativas por Hulk, Denis Bouanga e Alexis Cuello. Agora, tenta Gabriel Ávalos, mas ainda há incerteza.
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