Fluminense emite comunicado lamentando a morte do jornalista Zuenir Ventura
Zuenir Ventura, jornalista e escritor de 95 anos, morreu nesta terça-feira. Torcedor apaixonado do Fluminense, ele foi homenageado pelo clube.
O jornalista, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras Zuenir Ventura morreu aos 95 anos, vítima de pneumonia. Com mais de seis décadas dedicadas à imprensa e à literatura, autor de obras marcantes como "1968: O Ano que Não Terminou", ele foi homenageado pelo Fluminense, seu time do coração. Zuenir deixa esposa e dois filhos. O velório ocorre nesta quarta-feira na ABL, no Rio de Janeiro, com sepultamento no mausoléu da instituição, no Cemitério São João Batista.
O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, em decorrência de uma pneumonia. Torcedor apaixonado do Fluminense, o comunicador foi homenageado pelo clube após a confirmação da morte.
Em publicação, o Fluminense destacou a trajetória de mais de seis décadas de Zuenir dedicada ao jornalismo e à literatura brasileira. O clube também ressaltou sua paixão pelo Tricolor das Laranjeiras e prestou solidariedade aos familiares, amigos e fãs do jornalista.
— O Fluminense FC lamenta o falecimento do jornalista e escritor Zuenir Ventura, aos 95 anos. Torcedor apaixonado do Tricolor, Zuenir foi um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, com uma trajetória de mais de seis décadas dedicada às letras e à imprensa do país. O clube se solidariza com familiares, amigos e fãs neste momento de dor. Descanse em paz, Mestre! — escreveu o clube.
A relação de Zuenir com o Fluminense fazia parte de sua trajetória para além das letras. O jornalista era conhecido por acompanhar e torcer pelo clube, que nesta terça-feira se despediu de um de seus torcedores mais ilustres. A homenagem tricolor reforçou a ligação do escritor com o clube ao longo de sua vida.
Referência no jornalismo brasileiro
Zuenir Ventura ocupava a Cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras desde outubro de 2014. O reconhecimento coroou uma trajetória de mais de cinco décadas no jornalismo e na literatura, marcada por reportagem, memória, investigação e análise social.
Entre seus trabalhos de destaque estão O Ano que Não Terminou, Cidade Partida e Chico Mendes: Crime e Castigo. Natural de Além Paraíba, em Minas Gerais, Zuenir também atuou como pintor de parede, office-boy, arquivista e professor universitário, além de ter praticado basquete.
O jornalista deixa a mulher, Mary Ventura, e os filhos Mauro Ventura, também jornalista, e Elisa Ventura, editora. O corpo será velado nesta quarta-feira (23), na Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio de Janeiro, e enterrado no mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense.
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