Morre Zuenir Ventura, aos 95 anos, torcedor apaixonado do Flu e imortal da ABL
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, jornalista e escritor construiu uma trajetória de destaque no cenário cultural brasileiro
O jornalista, escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Zuenir Ventura morreu aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Com mais de seis décadas dedicadas à imprensa em veículos de destaque, ele foi premiado com o Esso e o Vladimir Herzog. Ventura é autor de obras referenciais como "1968: O Ano Que Não Terminou" e "Cidade Partida". O Fluminense, time do qual era torcedor apaixonado e pelo qual recebeu homenagens em vida, lamentou publicamente o falecimento do escritor.
O jornalismo brasileiro perdeu nesta terça-feira (22) um de seus nomes mais importantes. Zuenir Ventura morreu aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Jornalista, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele, inclusive, também ficou conhecido por sua paixão pelo Fluminense, que lamentou a morte do torcedor ilustre.
"O Fluminense lamenta o falecimento do jornalista e escritor Zuenir Ventura, aos 95 anos. Torcedor apaixonado do Tricolor, Zuenir foi um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, com uma trajetória de mais de seis décadas dedicada às letras e à imprensa do país. O clube se solidariza com familiares, amigos e fãs neste momento de dor. Descanse em paz, Mestre!", escreveu o clube nas redes sociais.
Zuenir, inclusive, jamais escondeu o carinho pelo clube. Em textos e entrevistas, o jornalista sempre fazia referências ao Fluminense e à sua paixão pelo futebol. Em 2012, aliás, recebeu uma homenagem do próprio clube durante a Bienal do Livro, quando participou de uma programação dedicada a tricolores ligados à cultura.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Zuenir construiu uma trajetória de destaque no jornalismo brasileiro. Ele trabalhou em veículos como 'Jornal do Brasil', 'Veja', 'IstoÉ' e 'Correio da Manhã'. Também escreveu livros que se tornaram referências, entre eles '1968: O Ano Que Não Terminou' e 'Cidade Partida'.
O jornalista, inclusive, ainda recebeu importantes reconhecimentos. Em 1989, conquistou os prêmios Esso e Vladimir Herzog pela série de reportagens "O Acre de Chico Mendes". Mais tarde, em 2014, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira que havia pertencido a Ariano Suassuna.
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