Flamengo acelera naturalização para driblar nova regra da CBF
Rossi, Arrascaeta, Varela e Pulgar podem deixar de ocupar vagas de estrangeiros no elenco rubro-negro
Para se adequar à redução gradual de atletas estrangeiros imposta pela CBF a partir de 2027, o Flamengo acelerou a naturalização de seus jogadores. O clube busca a cidadania brasileira para Varela e Pulgar, que se juntam aos processos já em andamento de Arrascaeta e Rossi. Se todos obtiverem o documento junto ao Ministério da Justiça, o número de estrangeiros no elenco cairá de dez para seis, garantindo estabilidade e margem no planejamento esportivo rubro-negro para os próximos anos.
O Flamengo trabalha para reduzir o impacto da nova regra da CBF sobre estrangeiros. O movimento ganhou força com a possibilidade de Guillermo Varela e Erick Pulgar iniciarem o processo de cidadania brasileira.
A Agência RTI Esporte apurou que a estratégia não se limita aos dois jogadores. Agustín Rossi e Giorgian De Arrascaeta também estão em processos de naturalização. Se os quatro concluírem as tramitações, o clube poderá reduzir de dez para seis o número de estrangeiros no elenco.
A mudança ganhou importância após a entidade aprovar a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. Serão oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030.
Varela e Pulgar são a novidade
Guillermo Varela chegou ao Flamengo em 2022, contratado após passagem pelo Dínamo de Moscou. Desde então, o lateral-direito se tornou opção frequente no elenco e atingiu a marca de 150 partidas pelo clube em 2026. Seu contrato foi renovado até dezembro de 2027.
Erick Pulgar também desembarcou no Ninho do Urubu em 2022, vindo da Fiorentina. O chileno ganhou espaço ao longo dos anos, acumulou mais de 170 partidas e participou de conquistas importantes pelo clube. Em 2026, renovou seu vínculo com o Flamengo até o fim de 2029.
Os dois já estão há quatro anos no Brasil, período que atende ao requisito mínimo de residência previsto para a naturalização ordinária. Isso, porém, não significa que a cidadania seja concedida automaticamente.
Naturalização exige outras etapas
A legislação brasileira estabelece requisitos para a naturalização ordinária. Além do período mínimo de residência, o estrangeiro deve comprovar capacidade civil, conhecimento da língua portuguesa e ausência de condenação penal, conforme as regras do processo.
O procedimento envolve apresentação de documentos, análise das informações e tramitação junto aos órgãos responsáveis. A Polícia Federal participa da instrução do processo, enquanto a decisão sobre a naturalização cabe ao Ministério da Justiça.
Depois da aprovação, a concessão é publicada no Diário Oficial da União. O prazo total não é necessariamente igual para todos os casos, já que depende da documentação apresentada e da tramitação administrativa.
Rossi e Arrascaeta já estão no caminho
A situação de Agustín Rossi e Giorgian De Arrascaeta é diferente porque os dois já haviam iniciado processos de naturalização. O camisa 10 está no Brasil desde 2015 e defende o Flamengo desde janeiro de 2019.
O uruguaio, que antes do Flamengo defendeu o Cruzeiro, iniciou o processo para obter a cidadania brasileira em 2023, mas a conclusão ainda depende das etapas administrativas. Agustín Rossi chegou ao Flamengo em 2023 e iniciou o processo de naturalização em 2025.
O goleiro argentino também precisa concluir as exigências antes de deixar de ser considerado estrangeiro para os efeitos esportivos. A diferença entre os quatro casos está, portanto, no estágio de cada processo.
O tempo de residência de Guillermo Varela e Erick Pulgar permite ao Flamengo avançar na documentação junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pelo processo de naturalização. O prazo, porém, não garante, por si só, a obtenção da cidadania brasileira.
Flamengo busca margem para montar o elenco
A estratégia tem efeito direto no planejamento esportivo. Atualmente, o Flamengo conta com dez estrangeiros. Se Agustín Rossi, Giorgian De Arrascaeta, Guillermo Varela e Erick Pulgar forem naturalizados, apenas seis permanecerão nessa condição.
Isso daria ao clube uma margem importante diante do limite de oito jogadores em 2027 e também evitaria que a redução progressiva prevista pela CBF obrigasse a diretoria a fazer mudanças mais bruscas no elenco nos próximos anos.
A naturalização passou a ser tratada pelo Flamengo como alternativa de planejamento. Guillermo Varela e Erick Pulgar surgem agora nessa estratégia, enquanto Agustín Rossi e Giorgian De Arrascaeta já avançam em seus processos para obter a cidadania brasileira.
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