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Caso Matías Viña: afastamento gera crise no River Plate, estafe reage e Flamengo acompanha

Decisão de Eduardo Coudet irritou representantes do lateral uruguaio

3 ago 2026 - 17h25
(atualizado às 18h46)
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O afastamento de Matías Viña no River Plate criou um problema além das quatro linhas. A decisão de Eduardo Coudet irritou o estafe do lateral, que ameaça não fazer novos negócios com o clube enquanto o jogador não for reintegrado.

A Agência RTI Esporte apurou que a relação entre as partes era considerada positiva antes do episódio. Os representantes de Viña sempre tiveram boa interlocução com a diretoria do River Plate e participaram de negociações envolvendo jogadores no mercado da bola.

Por isso, o tratamento dado ao lateral-esquerdo mudou o cenário nos bastidores. O estafe entende que a decisão de Coudet prejudica a valorização do atleta e pode afetar até futuras convocações para a seleção uruguaia.

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Matías Viña está afastado do elenco desde julho e foi colocado na lista de jogadores autorizados pelo clube a procurar uma nova equipe. A medida faz parte da reformulação promovida pelo treinador argentino, que também retirou outros 11 jogadores dos planos.

River Plate busca economia na folha

A decisão de Eduardo Coudet acontece em meio a uma crise esportiva no River Plate. Contratado em 3 de março, o treinador acumula quatro derrotas nos últimos cinco jogos. A única vitória no período foi contra o Blooming, em 27 de maio, pela Copa Sul-Americana.

Além de Matías Viña, Giuliano Galoppo, Matías Galarza, Germán Pezzella, Paulo Díaz, Maximiliano Meza, Fabricio Bustos, Alex Woiski, Maximiliano Salas, Ian Subiabre, Santiago Lencina e Andrés Herrera também foram autorizados a buscar novos clubes.

A diretoria argentina tenta reduzir custos e abrir espaço para reforços nesta janela de transferências. A expectativa é economizar cerca de US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões, na cotação atual), na folha salarial do departamento de futebol.

O afastamento, porém, aumentou o desgaste interno. Jogadores e comissão técnica passaram a manter uma relação estritamente profissional, enquanto a diretoria argentina busca administrar os impactos da decisão.

Flamengo acompanha impasse envolvendo Matías Viña

O caso de Matías Viña é tratado como prioridade porque envolve um jogador emprestado pelo Flamengo. O lateral-esquerdi tem contrato com o River Plate até dezembro de 2026, e as cláusulas do acordo dificultam uma saída antecipada.

O clube argentino chegou a procurar o Flamengo para tentar devolver o jogador antes do fim do empréstimo, mas não houve acordo entre as partes. Caso o River Plate decida romper o contrato, terá de pagar uma indenização de US$ 1 milhão.

Além disso, precisaria assumir os salários do atleta até o encerramento do vínculo. Matías Viña recebe aproximadamente R$ 750 mil por mês, um dos maiores salários do elenco argentino. Os vencimentos restantes representariam uma despesa próxima de R$ 3,7 milhões.

Estafe teme desvalorização do lateral uruguaio

Segundo fontes próximas ao estafe, a falta de minutos pode prejudicar a carreira de Matías Viña. Titular da seleção uruguaia antes da lesão em 2024, o lateral ainda busca recuperar espaço no futebol internacional.

O estafe considera que o afastamento prejudica a imagem do lateral no mercado e pode dificultar novas oportunidades. A situação também preocupa o Flamengo, que mantém vínculo com o jogador até dezembro de 2028.

Em 2024, a diretoria investiu 8 milhões de euros fixos (R$ 42,9 milhões, á época), além de 1 milhão de euros (R$ 5,3 milhões) em bonificações por metas esportivas, para contratar o uruguaio junto à Roma, da Itália.

Flamengo espera definição do futuro de Matías Viña

Enquanto Eduardo Coudet mantém a decisão de não utilizar o lateral, o Flamengo acompanha os próximos capítulos do impasse. A diretoria rubro-negra não pretende assumir prejuízos em uma negociação que envolveu alto investimento financeiro.

Por isso, aguarda uma solução entre River Plate, comissão técnica e estafe do jogador. A crise envolvendo Matías Viña, que começou como uma decisão esportiva, agora ameaça afetar a relação do River Plate com um dos grupos mais atuantes do mercado sul-americano.

RTI Esporte
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