FIFA vai mudar regra após polêmica na Copa do Mundo
Após cobranças da Bélgica, a FIFA votará em 16 de dezembro uma alteração no artigo 27 de seu Código Disciplinar para proibir a anulação de suspensões automáticas. A decisão ocorre após a polêmica liberação do atacante americano Folarin Balogun para jogar as oitavas da Copa do Mundo, mesmo tendo recebido cartão vermelho. O caso gerou repercussão internacional e suspeitas de interferência externa depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ter telefonado ao chefe da FIFA sobre a punição.
A FIFA confirmou que pretende revisar uma regra disciplinar após questionamentos e cobranças da Federação Belga de Futebol sobre o caso do atacante americano Folarin Balogun. A mudança no artigo 27 do Código Disciplinar será submetida à votação em 16 de dezembro, durante uma reunião do Conselho da entidade em Doha, no Catar.
O atacante dos Estados Unidos foi expulso durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina, válida pela segunda fase do Mundial. Pelo cartão vermelho recebido, o atleta deveria cumprir suspensão automática no confronto das oitavas de final contra a seleção da Bélgica.
Quatro dias após a partida, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu anular a punição do jogador com base no artigo 27 do regulamento, dispositivo que permite ao órgão judicial suspender total ou parcialmente a aplicação de medidas disciplinares. Liberado para atuar, Balogun esteve em campo no duelo contra os belgas, mas a seleção norte-americana acabou eliminada ao ser derrotada pelo placar de 4 a 1.
A decisão provocou forte repercussão internacional depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou publicamente ter telefonado para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para tratar do assunto, agradecendo à entidade por corrigir o que considerou uma injustiça. Diante da controvérsia, surgiu a proposta formal para alterar o regulamento e vedar a suspensão de punições automáticas de um jogo.
A Federação Belga de Futebol, representada pela presidente Pascale Van Damme, formalizou três pedidos de esclarecimento diretamente à FIFA. A entidade solicitou garantias de que não ocorreu interferência externa no julgamento, demandou explicações sobre os critérios e circunstâncias excepcionais que justificaram o uso do artigo 27 e cobrou o direito de as associações nacionais serem ouvidas em decisões disciplinares futuras.
Em resposta, a FIFA afirmou que seus órgãos judiciais tomam decisões de forma totalmente independente. A federação da Bélgica classificou a proposta de revisão da norma como um avanço, porém ressaltou a necessidade de maior transparência e segurança jurídica na aplicação do regulamento.
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