Ex-piloto de F1 e multicampeão paralímpico Alessandro Zanardi morre na Itália
Ex-atleta foi um ícone do automobilismo e faturou 4 medalhas de ouro nas Paralimpíadas
O ex-piloto de Fórmula 1 e multicampeão paralímpico italiano Alessandro Zanardi morreu neste sábado (2), aos 59 anos.
A informação foi divulgada pela família do bolonhês e pela organização que fundou para apoiar atletas com deficiência, a Obiettivo3. A causa da morte não foi revelada.
"É com profunda tristeza que a família anuncia o falecimento repentino de Alessandro Zanardi. Alex faleceu em paz, cercado pelo amor de seus entes queridos. A família agradece sinceramente a todos que expressaram suas condolências neste momento e pede respeito à sua dor e privacidade neste período de luto", disseram os familiares.
Natural de Bolonha e dono de uma notável história de superação, Zanardi recebeu diversas homenagens. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país "perdeu um grande campeão e um homem extraordinário", enquanto o ministro do Esporte, Andrea Abodi, declarou que uma "luz extraordinária se apagou".
"Alex era capaz de transformar cada provação da vida em uma lição de coragem, força e dignidade. Ele sempre conseguia voltar ao jogo, enfrentando até os desafios mais difíceis com determinação, clareza e uma fortaleza incomum", escreveu a chefe de governo.
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, afirmou que o multicampeão "demonstrou uma personalidade extraordinária mesmo após o gravíssimo acidente que sofreu", em 2020, quando perdeu o controle de sua handbike durante uma prova em estrada e colidiu com um caminhão que vinha no sentido oposto.
Após o acidente, Zanardi passou por diversas cirurgias no rosto e na cabeça e enfrentou um intenso processo de reabilitação. Desde então, a família manteve discrição sobre seu estado de saúde. O ex-piloto completaria 60 anos em outubro.
Protagonista de uma das maiores histórias de superação do esporte moderno, Zanardi foi bicampeão da antiga CART (1997 e 1998) e disputou cinco temporadas na Fórmula 1, a última em 1999, pela equipe Williams.
Ao retornar à CART, em 2001, sofreu um grave acidente no circuito oval de Lausitz, na Alemanha, que resultou na amputação de suas duas pernas. Ainda assim, nunca abandonou o automobilismo: após longa recuperação, competiu no WTCC e conquistou três vitórias.
Foi no paraciclismo, porém, que encontrou seu maior sucesso. A partir de 2007, passou a acumular pódios e conquistou três medalhas paralímpicas nos Jogos de Londres-2012, duas de ouro e uma de prata.
Quatro anos depois, nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, repetiu o feito ao conquistar mais três medalhas: novamente duas de ouro e uma de prata. .
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