Ex-jogador do Cagliari formaliza intenção de concorrer à presidência da Fifa
Ramon Vega planeja desafiar atual líder da entidade, Gianni Infantino
O ex-zagueiro suíço Ramon Vega anunciou sua intenção de concorrer à presidência da Fifa no próximo ano, tornando-se o primeiro rival do atual mandatário, Gianni Infantino. Vega, que já tentou disputar o cargo em 2015 e 2019, atua no setor financeiro e declarou buscar reformas profundas para modernizar a entidade e restaurar sua credibilidade. Ele criticou duramente a gestão vigente, afirmando que a fragilidade na governança minou a confiança e colocou o esporte em estado crítico.
O ex-zagueiro suíço Ramon Vega, de 55 anos, anunciou nesta quarta-feira (7) sua intenção de concorrer à presidência da Fifa nas eleições do próximo ano.
Com passagem pelo Cagliari entre 1996 e 1997, além de clubes como Tottenham, Celtic e Watford, o ex-jogador atua no setor financeiro desde que se aposentou dos gramados, em 2004. Ele é o primeiro nome a se colocar como oponente ao atual presidente da entidade, Gianni Infantino.
"Estou me candidatando para reunir a família do futebol mundial, implementar reformas genuínas e duradouras, modernizar a Fifa para o século 21, restaurar a estabilidade e a credibilidade, e reconstruir a confiança de que nosso esporte precisa urgentemente", declarou Vega.
Esta não é a primeira vez que o suíço tenta chegar ao comando da entidade. Em 2015, Vega cogitou se candidatar após a suspensão de Sepp Blatter. Já em 2019, anunciou a intenção de desafiar Infantino, mas não obteve o apoio formal exigido, ficando aquém do mínimo de cinco federações nacionais necessárias para oficializar a chapa.
"Minha trajetória de vida me preparou para servir a este esporte. O futebol não pertence a presidentes, confederações ou dirigentes. Pertence ao povo e a todos que dele fazem parte: jogadores, técnicos, árbitros, torcedores, voluntários, clubes, ligas, associações e comunidades", acrescentou.
Vega criticou duramente a atual gestão da entidade máxima do futebol, afirmando que a "governança frágil minou a credibilidade da Fifa e prejudicou a confiança da comunidade global do esporte".
"Devemos impedir que esse cenário se agrave. As disputas de poder nos altos escalões jamais deveriam prejudicar aqueles que realmente importam. O futebol está em estado crítico, ligado a aparelhos de suporte à vida", concluiu. .
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