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Ex-Corinthians vive em situação de rua e viciado em crack aos 49 anos

Ex-Corinthians, Ponte Preta e Vasco já foi preso por agredir síndico e enfrenta dependência química

2 set 2026 - 17h51
(atualizado às 17h54)
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Foto: Reprodução - Legenda: Jogador tem tido problemas com drogas e já se internou / Jogada10

O ex-jogador Régis Fernandes da Silva, com passagens por clubes como Ponte Preta, Corinthians e Vasco, vive em situação de rua, aos 49 anos. Longe dos gramados, onde era conhecido como Régis Pitbull, vive há dois meses entre becos e ruas de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, em meio ao vício em crack, de acordo com o ge.

A dependência o afastou do local onde morava e de boa parte dos amigos. Régis vive em uma área improvisada com lonas, papelões e cobertores, entre obras inacabadas e entulhos. 

Apesar de estar em situação de rua, o ex-jogador ainda tem um apartamento próprio. O imóvel, porém, pode ser perdido em razão de dívidas acumuladas com condomínio e IPTU, o que motivou ação judicial. Mesmo assim, Régis ainda tem esperanças de voltar a morar no único bem que lhe resta. Em 2025, ele precisou deixar o local após ser preso por agredir o síndico.

Parte da rotina do ex-jogador é passar por um restaurante da região para pedir café com bastante açúcar. No estabelecimento, aproveita para ir ao banheiro e carregar o celular, único meio de contato com ele. O aparelho também é usado por Régis para realizar pagamentos relacionados à compra de drogas.

No restaurante, um funcionário corintiano costuma brincar a cada interação com o ex-jogador.

“O pessoal da torcida veio aí no domingo conversar comigo, querem me ajudar. Eu sou Corinthians demais, eles sempre lembrar de mim. Me dá mais um café aí, mas coloca mais açúcar, porque tá amargo”, disse Régis.

Outra funcionária comenta que o ex-atleta aparece diariamente no estabelecimento para fazer algumas refeições doadas pela equipe. De acordo com ela, Régis aparece sóbrio raramente.

Nascido e criado em Pirituba, Régis é conhecido por boa parte dos moradores e frequentadores da região. Com poucas trocas de roupas e unhas sem cortar, costuma visitar amigos e comprar drogas em um posto de gasolina ao lado do restaurante.

Dependência química e trajetória no futebol

Régis convive com a dependência química desde os primeiros passos no futebol. Por duas vezes caiu no doping por uso de maconha.

Antes de viver em situação de rua, o ex-jogador alternava períodos de recaída e momentos de recuperação. Jogava em times de várzea e conseguia alguma renda, enquanto enfrentava dificuldades relacionadas à saúde física e mental.

O ex-jogador costuma pedalar pelo bairro onde cresceu, em alguns dos poucos momentos de liberdade da rotina. Ao pegar a bicicleta, que estava com o pneu furado, Régis encontrou o policial que o prendeu em 2025, ao agredir o síndico do prédio onde morava.

“O senhor que me prendeu, mas me ajudou muito. Máximo respeito”, comentou.

“Eu não te prendi, você que se prendeu. Você sabe, Régis”, respondeu o policial.

Apesar de reconhecer a situação de dependência química, o ex-jogador rejeita a ideia de deixar a rua para ficar na casa de algum conhecido, muito menos receber auxílio médico para tratar o vício. De acordo com ele, precisa apenas de um emprego para ajustar a vida.

Fonte: Portal Terra
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