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Ex-chefe do atletismo mundial Diack é preso por corrupção

16 set 2020
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O ex-chefe do órgão regulador do atletismo mundial Lamine Diack foi condenado na França nesta quarta-feira por corrupção em um escândalo de doping na Rússia e foi sentenciado a passar pelo menos dois anos na prisão.

Lamine Diack em tribunal de Paris
16/09/2020
REUTERS/Charles Platiau
Lamine Diack em tribunal de Paris 16/09/2020 REUTERS/Charles Platiau
Foto: Reuters

Diack, de 87 anos, foi considerado culpado de aceitar propinas de atletas suspeitos de doping, para encobrir os resultados dos testes e permitir que continuassem competindo, inclusive na Olimpíada de Londres 2012.

O tribunal também considerou Diack culpado de aceitar dinheiro russo para ajudar a financiar a campanha de Macky Sall para as eleições presidenciais de 2012 no Senegal, em troca de atrasar os procedimentos antidoping.

Os promotores disseram que Diack solicitou propinas totalizando 3,45 milhões de euros de atletas suspeitos de uso de drogas. O juiz considerou que as ações do ex-saltador "minaram os valores do atletismo e da luta contra o doping".

O tribunal determinou a Diack uma sentença de prisão de quatro anos, dois dos quais foram suspensos. Também impôs multa máxima de 500.000 euros.

Diack já foi um dos homens mais influentes no esporte, liderando a Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf) de 1999 a 2015. A Iaaf é agora conhecida como World Athletics.

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