Prêmio da Paz dado a Trump pode ser único na história da Fifa
Entidade vai avaliar continuidade da premiação após críticas à escolha do presidente dos Estados Unidos e à falta de aval do conselho
A Fifa avalia extinguir ou reformular o Prêmio da Paz após a controvérsia gerada pela entrega do troféu a Donald Trump. Concedida por Gianni Infantino sem o aval do conselho executivo, a honraria atraiu duras críticas devido à política externa do líder americano e à proximidade entre ambos antes da Copa do Mundo. Um comitê interno decidirá se o prêmio será modificado, restrito ou cancelado em definitivo, tornando Trump o único laureado da história da premiação.
O Prêmio da Paz criado pela Fifa pode não ter uma segunda edição. A entidade decidiu revisar a continuidade da distinção entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro de 2025. A avaliação ficará a cargo do comitê de responsabilidade social da organização, que poderá propor mudanças no formato do prêmio, restringir sua concessão a líderes políticos ou até recomendar o encerramento da iniciativa.
A decisão foi tomada durante uma reunião da Fifa realizada na última quinta-feira (15), em Zurique. De acordo com informações divulgadas pelo The Athletic, o grupo responsável pela análise reúne 22 integrantes. Além disso, eles terão de discutir o futuro da premiação, concedida a Trump sem a aprovação do conselho executivo da entidade.
O presidente dos Estados Unidos recebeu o troféu das mãos de Gianni Infantino, presidente da Fifa, em 5 de dezembro de 2025, antes do sorteio da Copa do Mundo. Na ocasião, Infantino afirmou que a intenção era entregar o prêmio todos os anos a pessoas que demonstrassem compromisso com a união entre povos por meio de ações em favor da paz.
Críticas ao vencedor do prêmio
A escolha de Trump provocou críticas, principalmente por causa das decisões de política externa de seu governo e da proximidade entre o presidente americano e Infantino às vésperas da Copa do Mundo.
A próxima reunião da Fifa está prevista para dezembro, no Qatar. O encontro em Zurique também teve o pedido de desculpas de Infantino sobre o plano controverso de comercialização dos direitos da entidade. Dirigentes de diferentes federações, por sua vez, continuam cobrando explicações sobre o projeto. Por fim, a organização se aproxima das eleições presidenciais, previstas para daqui a cinco meses.
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