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Dirigente alemão defende boicote em massa à Copa de 2026 por causa de Trump

Declaração cita tensões geopolíticas entre EUA e Europa e reacende discussão sobre limites políticos em eventos esportivos

24 jan 2026 - 10h04
(atualizado às 10h04)
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Donald Trump, presidente dos EUA –
Donald Trump, presidente dos EUA –
Foto: Reprodução / Fifa / Jogada10

Um dirigente da Federação Alemã de Futebol (DFB) afirmou que a entidade precisa considerar seriamente um possível boicote à Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos EUA, Canadá e México. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas provocadas por ações e discursos do presidente americano Donald Trump.

Donald Trump, presidente dos EUA –
Donald Trump, presidente dos EUA –
Foto: Reprodução / Fifa / Jogada10

A manifestação partiu de Oke Göttlich, presidente do St. Pauli e um dos vice-presidentes da DFB. Em entrevista ao jornal alemão Hamburger Morgenpost, ele defende que o futebol não pode ignorar o contexto político internacional e pede um debate sério diante da gravidade do cenário atual.

O posicionamento ganhou força após Trump voltar a demonstrar interesse em assumir o controle da Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca, país membro da Otan. Além disso, o presidente dos Estados Unidos ameaçou impor tarifas a países europeus que se opuseram publicamente à ideia, o que elevou a tensão entre Washington e seus aliados históricos.

Diante disso, Göttlich avaliou que a situação pode ser ainda mais grave do que outros episódios que motivaram boicotes esportivos no passado. Para ele, é fundamental estabelecer limites claros e defender valores democráticos, inclusive no esporte. Caso isto aconteça, a Alemanha seria o 10º país a boicotar uma Copa do Mundo na história.

Proposta não é bem vista

No entanto, a proposta enfrenta resistência interna. Tanto o presidente da Federação Alemã, Bernd Neuendorf, quanto o presidente da Fifa, Gianni Infantino, demonstram oposição à ideia de boicote. A entidade máxima do futebol, aliás, mantém apoio irrestrito à realização do torneio nos países-sede já definidos.

Enquanto isso, outras seleções europeias acompanham o debate com cautela. A Federação Francesa de Futebol (FFF), por exemplo, afirmou que não planeja boicotar a Copa. Embora reconheça que o cenário político internacional pode exigir reavaliações no futuro. Na Inglaterra, parlamentares também pedem um debate sobre um possível boicote em retaliação a Trump.

A Copa do Mundo de 2026 está marcada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho e será a primeira da história com 48 seleções participantes.

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