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Rival indigesto, Chile complicou Espanha em últimos duelos

17 jun 2014 - 09h03
(atualizado às 09h18)
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<p>Técnico Vicente del Bosque sabe o que esperar do Chile: marcação pressão, velocidade no ataque e buracos na defesa</p>
Técnico Vicente del Bosque sabe o que esperar do Chile: marcação pressão, velocidade no ataque e buracos na defesa
Foto: Michael Dalder / Reuters

A Espanha precisa de qualquer maneira vencer o Chile nesta quarta-feira, no Maracanã, para seguir com chances palpáveis de avançar às oitavas de final da Copa do Mundo após a estreia catastrófica com derrota por 5 a 1 para a Holanda, em Salvador. Porém, a julgar pelos últimos embates entre europeus e sul-americanos, os atuais campeões mundiais não terão uma tarefa nada fácil.

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Desde que a Espanha venceu a última Copa, há quatro anos, enfrentou o Chile duas vezes em amistosos – e em ambas, se complicou. A primeira foi em setembro de 2011, quando os sul-americanos saíram vencendo por 2 a 0 em apenas 20 minutos, com gols de Isla e Vargas. Os comandados de Vicente del Bosque reagiram no segundo tempo, empatando com Iniesta e Fabregas. Só nos acréscimos, quando o Chile já tinha dois homens a menos – Contreras e Valdivia foram expulsos –, é que Fabregas marcou o gol da vitória por 3 a 2.

O confronto também foi duro dois anos depois, em setembro de 2013. Novamente, o Chile marcou um gol de cara, aos 5min, com Vargas. Soldado empatou aos 37min, mas Vargas novamente, pouco antes do intervalo, recolocou os sul-americanos na frente. Somente aos 47min do segundo tempo é que Jesús Navas evitou a derrota espanhola, selando o empate por 2 a 2.

"Jogamos muitas vezes com o Chile nos últimos anos, eles nos conhecem bem", disse o volante Xabi Alonso. "Mas nós também os conhecemos bem. Sabemos seu estilo e suas características. Eles jogam sempre parecido, sempre muito valentes, vão para cima do rival, não esperam, não especulam, são agressivos e muito intensos. Esperamos um jogo de muita intensidade".

Essa intensidade não é boa notícia para a Espanha, que mostrou em tempos recentes que sofre quando o adversário faz uma marcação dura, pressionando sua saída de bola e seus jogadores de meio-campo. Foi assim com o Brasil na final da Copa das Confederações, por exemplo, quando os europeus perderam por 3 a 0 e se irritaram com a agressividade do time de Felipão.

Del Bosque: "me preocupo com a pressão suicida do Chile":

Tanto Chile como Espanha mantêm grande parte da base que disputou os dois amistosos recentes. Portanto, é de se esperar um jogo extremamente difícil para os europeus: eles terão problemas com a energia e a velocidade dos chilenos, mas sabem que podem aproveitar as fraquezas defensivas da equipe de Jorge Sampaoli, como a Austrália quase conseguiu fazer na primeira rodada – o Chile ganhou por 3 a 1.

"Evidentemente não vamos revelar o que vamos fazer, ou por onde podemos atacar para conseguir benefícios", afirmou o atacante espanhol Pedro. "Nós os estudamos, já nos enfrentamos muitas vezes, sabemos seus potenciais e seus defeitos. Mas guardamos para nós. Estamos preparando bem o jogo e vamos tentar explorar seus defeitos".

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Fonte: Terra
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