Em busca do bi, Espanha vence a França e se classifica para sua segunda final de Copa do Mundo
A Espanha está na final da Copa do Mundo 16 anos após conquistar seu único título. A Fúria chega à grande decisão da edição 2026 ao vencer a França por 2 a 0, justamente no dia em que a seleção rival comemora seu principal feriado nacional, a Queda da Bastilha. O jogo, que abre a fase de semifinal, foi disputado no estádio de Dallas, nos Estados Unidos, na tarde desta terça-feira (14).
Renan Tolentino, para a RFI
A Espanha vai em busca do bicampeonato mundial. Com seis vitórias e um empate, a seleção ibérica chega invicta para a final, na sua melhor campanha desde a Copa de 2010, na África do Sul, quando conquistou o único troféu de sua história, ao derrotar a Holanda.
Os gols da vitória foram marcados por Oyarzabal, aos 21 minutos do primeiro tempo, em cobrança de pênalti, sofrido por Lamine Yamal; e Pedro Porro, aos 12 da etapa complementar, após bela troca de passes.
Agora os espanhóis aguardam a definição de seu adversário na final, que sairá do confronto entre Inglaterra e Argentina. As duas seleções se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (de Brasília), em Atlanta.
Já a decisão que irá definir o grande campeão da Copa do Mundo 2026 será disputada no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey. Um dia antes, no sábado, em Miami, ocorre a disputa do terceiro lugar.
Domínio espanhol desde o início
Antes de a bola rolar foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do atentado de Nice, na França, ocorrido em 2016. Num primeiro tempo de poucas chances claras para os dois lados, os espanhóis saíram em vantagem tanto no placar quanto taticamente. Optando por uma marcação alta no campo adversário desde o começo, a Fúria se saiu melhor na aplicação de sua estratégia, colocando a França em uma situação que raramente se viu nesta Copa.
Com mais posse de bola, aos poucos, a Espanha foi assumindo o domínio do jogo, neutralizando bem a força ofensiva dos Bleus, evitando principalmente seus rápidos contra-ataques, e pressionando a defesa francesa.
O gol que abriu o placar saiu aos 21 minutos, após Lamine Yamal ser derrubado na área por Digne. Ao tentar afastar uma bola lançada no lado esquerdo, o defensor francês chegou atrasado e acabou acertando o atacante. O juiz assinalou pênalti, confirmado posteriormente pelo VAR. Oyarzabal cobrou firme no canto esquerdo de Maignan e fez 1 a 0 para a Espanha.
Aos 37, quase o segundo em troca de passes envolvente. Após pressionar a saída de jogo da França, a Espanha conseguiu roubar a bola e pegar a defesa adversária desprevenida. Na sequência, Yamal tabelou com Dani Olmo e rolou para o meio da área, mas Fabián Ruiz acabou sendo travado por Upamecano.
Fúria sacramenta a queda da França
No segundo tempo, a Espanha voltou ainda melhor. Com o mesmo plano tático, controlando a posse de bola, mas ainda mais ofensiva. A França, em contrapartida, não conseguia se encontrar no jogo.
Neste cenário, não demorou muito para os espanhóis ampliarem. Aos 12 minutos, Pedro Porro tabelou com Dani Olmo e saiu livre, cara a cara com Maignan. O lateral bateu na saída do goleiro e fez 2 a 0 para a Fúria em Dallas.
Com uma bela vantagem no placar, a Espanha recuou e a França, tentando se recuperar, cresceu no jogo, com mais presença no ataque. Entretanto, não foi o suficiente para furar o bloqueio adversário.
Contrariando muitas previsões, que apontavam os Bleus como favoritos no duelo, os espanhóis vencem por 2 a 0 e avançam para a final da Copa do Mundo 2026 em busca do bicampeonato, com direito a gritos de "olé" da torcida no fim da partida em Dallas.
Disputa pela artilharia
Além da classificação, a Espanha conseguiu um feito inédito: eliminar Kylian Mbappé de uma Copa. Desde a sua estreia em mundiais, há oito anos, o astro francês ainda não sabia o que era ser desclassificado da competição.
Em 2018, quando disputou pela primeira vez, foi campeão com a França. Já na edição seguinte, chegou à decisão novamente, mas ficou com o vice-campeonato, sendo derrotado nos pênaltis para a Argentina de Lionel Messi, em uma das finais mais épicas do torneio.
Caso avançasse também em 2026, Mbappé iria igualar o recorde de Cafu e Ronaldo Fenômeno, que chegaram à final três vezes consecutivas com o Brasil, entre 1994 e 2002.
Agora, para Mbappé, resta a disputa do terceiro lugar e da artilharia, tanto desta edição de 2026 quanto na história da competição. Em ambos os cenários, seu principal rival é Messi. Os dois estão empatados com oito gols cada um.
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