São Cristóvão provoca o Cruzeiro após homenagem a Ronaldo
Clube carioca contestou o termo "cria da Toca" e lembrou que o Fenômeno também passou por suas categorias de base
O aniversário de Ronaldo Fenômeno reacendeu a disputa entre São Cristóvão e Cruzeiro sobre quem foi seu real formador. O clube carioca rebateu uma publicação da Raposa que chamava o craque de "cria da Toca", lembrando que ele iniciou a base no Rio de Janeiro entre 1990 e 1992. Já o time mineiro acolheu o atacante em 1993, promovendo-o rapidamente ao profissional, onde brilhou com 56 gols em 58 jogos antes de ser vendido ao PSV. Pelas regras da Fifa, ambos são considerados clubes formadores do atleta.
O aniversário de 50 anos de Ronaldo Fenômeno reacendeu uma antiga discussão entre São Cristóvão e Cruzeiro. Afinal os dois clubes reivindicam um papel importante na formação do ex-atacante, que começou a carreira profissional ainda muito jovem e se tornou um dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro.
Dessa forma, a nova troca de provocações surgiu após uma publicação da Raposa nas redes sociais. O clube parabenizou Ronaldo pela data e o chamou de "cria da Toca", em referência ao período em que o jogador passou pela base celeste.
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O São Cristóvão, porém, respondeu à postagem e contestou a versão. O clube carioca afirmou que o ex-atacante completou 50 anos no dia 18 e destacou que o Fenômeno iniciou sua formação nas categorias de base da equipe. A publicação ganhou repercussão e até recebeu um contexto elaborado a partir de informações enviadas por leitores.
Entenda o caso
Apesar da disputa, Ronaldo passou pelas categorias de formação das duas equipes. Pelas regras da Fifa, um clube recebe o status de formador quando registra um jogador entre os 12 e os 23 anos. Essa condição garante ao clube percentuais em determinadas negociações do atleta ao longo da carreira.
O jogador defendeu o São Cristóvão entre 1990 e 1992, nas categorias juvenil e júnior. Na época, o clube vendeu os direitos do atacante por 7,5 mil dólares aos empresários Reinaldo Pitta e Alexandre Martins. A dupla tentou levar o jovem para o São Paulo, mas o técnico Telê Santana não aprovou a contratação.
O Cruzeiro abriu espaço para Ronaldo em 1993. Aos 16 anos, o atacante estreou pelo time principal em uma partida do Campeonato Mineiro contra a Caldense, com uma equipe alternativa. Ele permaneceu apenas quatro meses nas categorias de base antes de receber uma oportunidade no profissional.
Por fim, pelo Cabuloso, Ronaldo disputou 58 partidas oficiais e marcou 56 gols. O desempenho chamou a atenção do futebol europeu, e o PSV, da Holanda, contratou o atacante em agosto de 1994 por 6 milhões de dólares.
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