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Presidente do Cruzeiro tem pedido de impeachment protocolado

Conselheiros e sócios cobram, junto ao conselho deliberativo do clube, a saída do dirigente, que vê a solicitação como uma "peça de comédia"

15 jul 2021 18h12
| atualizado às 19h18
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A gestão de Sérgio Santos Rodrigues segue pressionada no Cruzeiro. As cobranças externas de torcedores já são uma realidade. Porém, o dirigente celeste também sofre com contestação interna. Um grupo de 110 pessoas, entre conselheiros e associados do clube, protocolaram, junto ao conselho deliberativo, um pedido de impeachment do mandatário. Sérgio Santos Rodrigues classificou a movimentação contra ele como uma "peça de comédia" e algo "ridículo".

Sérgio Santos Rodrigues chamou o pedido pelo seu afastamento da presidência de "peça de comédia"- (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Sérgio Santos Rodrigues chamou o pedido pelo seu afastamento da presidência de "peça de comédia"- (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Foto: Lance!

Todavia, a solicitação pela saída do cartola do cargo não deve ter força no conselho deliberativo e, na prática, poderá funcionar apenas como mais um artefato de pressão sobre a criticada administração do atual presidente.

O pedido de impeachment cita a demissão de Felipe Conceição, que foi desligado do clube como se houvesse feito um acordo para sua saída, algo negado pelo treinador. Outra situação reclamada pelas pessoas que elaboraram o pedido de saída são as dívidas na Fifa que geraram novas punições ao clube e podem até rebaixar o clube à Série C do Campeonato Brasileiro se não pagar um débito com o Al Wahda pelo empréstimo do volante Denílson.

Os conselheiros citam que Sérgio Rodrigues não mostra projetos para quitar os débitos do clube. "Em relação ao pedido, eu acho que, sinceramente, é uma peça de comédia, não jurídica. Para não dizer outra palavra, além da má intenção e de querer tumultuar, foi feito de uma forma nada inteligente. Os tópicos que estão ali colocados... sinceramente, se não fosse o motivo, e eu acho que não temos motivos para rir, (o pedido) era de rir", disse o presidente cruzeirense em entrevista à Rádio 98FM, revelando que teve acesso ao documento.

"Eu tive acesso. Demissão do Felipe Conceição. Isso é motivo? Sendo que não foi demissão, já foi explicado mil vezes. Mudança de sede para gerar economia? Isso é numericamente comprovado. Afastamento de patrocinador, que inclusive estava com a gente hoje? A gente tem batido papo. Corte de luz, que a CEMIG disse que fez errado? É ridículo, é um movimento feito por poucos. Agora, uma manifestação que me disseram ser de 200 pessoas, e eu acho que não deu isso... mesmo que sejam 200, o Cruzeiro tem nove milhões de torcedores. Só frequentadores de clube, se a gente for citar, são 12 mil. Vai ser sempre isso. AÍ espalham faixas, tiram fotos e dizem que é a torcida, mas, sinceramente, não representa", completou o dirigente, que tem mandato vigente até o fim de 2023.

Em relação às dívidas citadas, Sérgio Santos Rodrigues se defendeu das acusações e cobrou de quem quer sua saída que vá atrás daqueles que deixaram o clube nessa situação calamitosa.

"Sobre dívidas, então o culpado porque não pagou sou eu? Mas, e quem contraiu a dívida? Não tem manifestação contra? Vi alguns comentários sobre pessoas que trouxeram os jogadores que hoje trazem esse problema, então a culpa é minha? Eu herdo R$ 50 milhões em dívidas, não consigo pagar porque não há arrecadação, aí a culpa é de quem contrai ou de quem não paga? Coincidente, quem contraiu não aparece nesse manifesto. A culpa é sempre nossa depois", desabafou, para depois assegurar que não vai sucumbir à pressão e exibir confiança de que a sua gestão terá sucesso no futuro.

"Eu não tenho medo das porradas que a gente toma, mas sim dos tapinhas que a gente tomou no começo, quando estava tudo bem. Agora que não está tudo bem, está todo mundo correndo, a gente não presta, mas no final a gente vai prosperar. Mas, graças a Deus, nós identificamos quem são essas pessoas e eles nunca mais voltam e vão ter que trabalhar o mesmo caminho que eu trabalhei. Que conquistem seu espaço, porque na briga, na porrada e na gritaria não vão vir não", concluiu o presidente.

Em plena crise fora e dentro de campo, o Cruzeiro ocupa hoje apenas a 14ª posição da Série B do Campeonato Brasileiro, com 11 pontos, apenas dois à frente do Vitória, 17º colocado, que encabeça a zona de rebaixamento. O time celeste voltará a jogar pela competição neste sábado, quando enfrenta o Avaí, às 16h30, no Mineirão, pela 12ª rodada.

 

Lance!
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