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Fábio ironiza festa atleticana: "Só faltou volta olímpica"

Para o goleiro do Cruzeiro, a vibração dos rivais após o clássico pelo Campeonato Mineiro foi excessiva

9 mar 2020
14h13
atualizado às 14h22
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Foto: Alessandra Torres/Agif - Agência de Fotografia / Estadão

O clássico do último sábado entre Cruzeiro e Atlético Mineiro esquentou ainda mais a rivalidade entre os torcedores, dirigentes e jogadores dos clubes. A partida, no Mineirão, foi vencida pela equipe alvinegra por 2 a 1, graças a um gol marcado nos acréscimos do segundo tempo pelo venezuelano Otero. Até por essa definição emocionante, a festa dos atleticanos foi grande nas arquibancadas e também no gramado do estádio. Maior ídolo do elenco cruzeirense, o goleiro Fábio ironizou a comemoração, considerada por ele como excessiva.

"A gente quer vencer como em uma partida importante, mas não como se fosse uma conquista de título. Quando o Cruzeiro ganha clássico, não é comemoração de título. A gente sabe da grandeza do Cruzeiro. E quando o Atlético ganhou, a gente viu a comemoração que fizeram, entraram em campo, só faltou a volta olímpica. Para o cruzeirense é normal", afirmou Fábio, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira na Toca da Raposa II.

"O que se comemora são títulos importantes, bi da Copa Libertadores, hexa da Copa do Brasil, tetracampeão brasileiro. Isso é o que o torcedor do Cruzeiro comemora. A gente respeita que o Atlético veja a grandeza do Cruzeiro. A gente fica triste quando não consegue o objetivo. Quando consegue, é uma vitória no clássico. E segue a temporada", acrescentou o goleiro.

Além da celebração pela vitória, o clássico mineiro ficou marcado por várias provocações ao Cruzeiro pelo rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro, em 2019. Em maioria no estádio - a cota de ingressos disponibilizada ao clube celeste foi de apenas 10% -, os torcedores atleticanos realizaram cânticos alusivos à queda, além de terem exibido um mosaico com a inscrição "Vou festejar o teu sofrer", trecho mais conhecido da música composta por Jorge Aragão e eternizada na voz de Beth Carvalho, que tradicionalmente é entoada pelos atleticanos nos estádios.

Fábio afirmou considerar natural as provocações, mas preferiu lembrar o rebaixamento do Atlético-MG à Série B em 2005 para apontar, na sua opinião, que as ações não fariam muito sentido. Em sua avaliação, só torcedores dos clubes que nunca caíram no futebol brasileiro - Flamengo, Santos e São Paulo - teriam direito a realizá-las.

O goleiro buscou exaltar o histórico de conquistas do Cruzeiro para exaltar a grandeza para ironizar as provocações. Ele mesmo foi um dos alvos preferenciais dos atleticanos, com um cântico que relembra um gol sofrido em clássico de 2007, quando estava de costas para a sua meta. Além disso, a cada toque de Fábio na bola na partida de sábado, os atleticanos gritavam "Fala, Zezé", em alusão a um áudio em que Thiago Neves, então jogador do Cruzeiro, cobrava o pagamento de salários por Zezé Perrella, na época gestor de futebol do clube celeste, às vésperas de partida contra o CSA - com pênalti perdido pelo meia, o time foi batido por 1 a 0, um resultado decisivo para o rebaixamento em 2019.

"Acho que o torcedor é normal, mas na realidade da disputa dos dois clubes. Hoje em dia, quem pode falar de rebaixamento é Flamengo, Santos e São Paulo. Estes torcedores têm direito, como o Cruzeiro teve até o ano passado. O Cruzeiro sempre falou de Série B, porque nunca tinha caído, em termos de tirar sarro de torcedor. Agora, o Atlético, não vejo nenhum parâmetro para tirar sarro, foi até campeão da Série B em 2006. Não condiz muito com a realidade do clube", afirmou. "Se for falar de grandeza, não dá, né? Títulos, números, o Cruzeiro está muito além do Atlético. Se a gente for falar francamente, claramente, quem pode tirar sarro é o torcedor do Cruzeiro", acrescentou.

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