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Cruzeiro: Justiça solta argentino acusado de racismo em jogo da Libertadores no Mineirão

O investigado deixou a prisão sob condições impostas pela Justiça e também ficará impedido de frequentar estádios pelos próximos seis meses

1 mai 2026 - 08h51
(atualizado às 08h57)
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Foto: Reprodução - Legenda: Argentino preso em Cruzeiro x Boca Jrs no Mineirão é solto pela Justiça / Jogada10

A Justiça de Minas Gerais determinou a soltura do argentino Nahuel Jeremías Maldonado, de 29 anos, após prisão em flagrante por suspeita de racismo no Mineirão. Acusado de ter realizado gestos de cunho racista durante a vitória do Cruzeiro sobre o Boca Jrs., pela Libertadores, o torcedor foi liberado nessa quarta-feira (3), após audiência de custódia.

O investigado deixou a prisão sob condições impostas pela Justiça. Ele terá que usar tornozeleira eletrônica por 90 dias, cumprir recolhimento domiciliar noturno em dias úteis e integral aos fins de semana e feriados, além de comparecer periodicamente em juízo. A decisão também o proíbe de frequentar o estádio por seis meses.

Embora tenha considerado a prisão em flagrante legal, o juiz responsável entendeu que a manutenção da detenção não se fazia necessária neste momento. A avaliação levou em conta o fato de o argentino ser primário e não possuir antecedentes criminais.

Caso de racismo no Mineirão

O caso aconteceu durante o confronto entre brasileiros e argentinos na noite de terça-feira (28), no Mineirão, pela fase de grupos da Libertadores. Segundo consta no registro policial, o torcedor realizou gestos de cunho racista em direção à torcida celeste, com imitações de macaco.

Seguranças do estádio e policiais militares abordaram o suspeito após denúncia acompanhada de registros em vídeo. Conduzido à delegacia, o argentino prestou depoimento, e a Polícia Civil ratificou a prisão pelo crime de discriminação racial.

Depoimentos anexados ao processo indicam que um profissional de imprensa e integrantes da segurança identificaram os gestos e acionaram a equipe responsável, que efetuou a detenção ainda nas dependências do estádio.

Ministério Público

O Ministério Público de Minas Gerais informou que acompanha o caso e vai analisar as imagens, bem como o andamento do inquérito. A partir disso, decidirá sobre eventual responsabilização do investigado.

Em posicionamento oficial, o Mineirão declarou que repudia qualquer ato de racismo e afirmou manter sistema de monitoramento para auxiliar as autoridades. O Cruzeiro comunicou que apura os episódios registrados na partida e acionou a Conmebol, que apura possíveis punições ao clube argentino, sobre o ocorrido.

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Jogada10
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