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Obrigado, croatas, franceses e belgas

Foi ainda a Copa do Mundo das bolas paradas, dos pênaltis e do árbitro de vídeo. A bola levantada na área passou a ter perigo constante

16 jul 2018
04h11
atualizado às 09h23
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Infelizmente, para o Brasil, a Copa da Rússia foi marcada pelos memes de Neymar rolando pelo gramado. O assunto virou tema no mundo inteiro e gerou muitas piadas. O Mundial vencido pela França confirmou a hegemonia do futebol europeu, que ergue taça seguidamente desde a Copa da Alemanha, em 2006. Os últimos campeões foram Itália (2006), Espanha (2010), Alemanha (2014) e França (2018). Os sul-americanos precisam acordar e reagir.

A seleção brasileira vai para 20 anos sem nada. A disputa na Rússia também deixou claro a proximidade das seleções dentro de campo. As grandes se enroscaram nas pequenas, e uma pequena, Croácia, chegou à decisão e virou grande. No mínimo, mais respeitada que antes da Copa. Afinal, é hoje um croata, Modric, que queria no meu time, o melhor jogador da competição. Isso não é pouco, embora seja para bem poucos.

Foi ainda a Copa do Mundo das bolas paradas, dos pênaltis e do árbitro de vídeo. A bola levantada na área passou a ter perigo constante em todas as defesas das seleções. Menos na brasileira, que não se valeu desse artifício - mais uma prova de que caminha na contramão do futebol.

Por fim, com a França erguendo a taça, a certeza de que o futebol bem jogado está nos pés de meninos como Mbappé, da experiência e simplicidade de um Griezmann e da dedicação de um Kanté. Mas não só. O futebol está salvo graças também a ingleses, belgas e croatas. Numa nova ordem mundial do futebol.

*ROBSON MORELLI É EDITOR DE ESPORTE DO 'ESTADÃO'

Estadão
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