Que situação! Corinthians adia revisão do orçamento de 2026 e descumpre prazo do Estatuto
O Corinthians adiou para setembro a revisão de seu orçamento anual, descumprindo o prazo estipulado pelo estatuto do clube e acirrando a crise política interna. A decisão decorre do cenário financeiro alarmante: o déficit do primeiro semestre alcançou R$ 246 milhões, superando a previsão em 78%, e a dívida total soma R$ 2,8 bilhões. Para reequilibrar o caixa, a gestão busca ajustar projeções impactadas por despesas acima do teto, frustração em vendas de atletas e gastos com premiações atrasadas.
A crise financeira do Corinthians ganhou mais um capítulo que ultrapassa as quatro linhas. Em meio a contas pressionadas e necessidade de reorganizar as finanças, a diretoria adiou para setembro de 2026 a apresentação da revisão do orçamento anual. A mudança representa o descumprimento do prazo anteriormente estabelecido pela própria gestão, que havia prometido divulgar os novos números até o fim de agosto.
O problema se torna ainda mais delicado porque o Artigo 120 do Estatuto do Corinthians estabelece prazos para a atualização das peças orçamentárias. Dessa forma, o atraso pode aumentar a tensão política dentro do clube justamente em um momento de forte cobrança sobre a administração.
Os números divulgados no primeiro semestre ajudam a explicar a necessidade de recalcular as projeções. O Corinthians acumulou um déficit líquido de R$ 246 milhões, resultado 78,2% acima dos R$ 138 milhões que haviam sido previstos inicialmente.
Além disso, a dívida total permanece na casa dos R$ 2,8 bilhões, enquanto os gastos com futebol e pessoal chegaram a R$ 283,9 milhões. O valor ultrapassou em quase R$ 40 milhões o limite de R$ 244,7 milhões estabelecido no orçamento.
Outro fator que pesou foi o desempenho abaixo do esperado nas receitas com transferências. No começo do ano, a diretoria optou por preservar jogadores visando à campanha na Libertadores e deixou de alcançar cerca de R$ 75 milhões projetados em vendas.
As contas que mudaram o planejamento
A direção atribui parte do descompasso a despesas extraordinárias. Entre elas está o pagamento de R$ 32,5 milhões em premiações atrasadas ao elenco pelo título da Copa do Brasil de 2025. Também entraram na conta despesas tributárias relacionadas a operações de câmbio usadas para quitar compromissos internacionais com o Santos Laguna.
Agora, a administração precisa refazer as estimativas considerando novos adiantamentos de patrocínios, incluindo valores ligados a Nike e Esportes da Sorte. O objetivo é ajustar as metas e tentar reduzir a pressão sobre o caixa.
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