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Que situação! Corinthians pode ter R$ 400 milhões a receber após apuração do MP-SP

3 set 2026 - 20h05
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Resumo
O Ministério Público de SP investiga se a Caixa Econômica Federal cobrou juros e multas indevidos no financiamento da Neo Química Arena, o que pode render até R$ 455 milhões ao Corinthians. A suspeita surgiu após perícia apontar que, em 2019, o débito real era de R$ 280 milhões, e não os R$ 536 milhões cobrados pelo banco. O clube já pagou cerca de R$ 600 milhões pelo empréstimo de R$ 400 milhões feito em 2013, mas o saldo ainda está em R$ 642 milhões. A Caixa nega irregularidades e o clube aguarda o laudo.

E se uma das maiores dívidas do Corinthians pudesse, na verdade, esconder um crédito milionário para o clube? É justamente essa possibilidade que passou a ser investigada pelo Ministério Público de São Paulo em relação ao financiamento da Neo Química Arena. Uma apuração sobre os cálculos realizados pela Caixa Econômica Federal pode provocar uma reviravolta nas contas do estádio.

Foto: Gávea News

O caso está nas mãos do promotor Cássio Conserino, que analisa possíveis cobranças indevidas de juros e multas ao longo dos anos. A suspeita ganhou força após um levantamento técnico apontar diferenças expressivas entre os valores cobrados pela instituição financeira e aqueles que seriam considerados corretos.

O ponto mais importante da investigação está em 2019. Naquele ano, quando a Caixa executou judicialmente a dívida e apresentou uma cobrança de R$ 536 milhões, o cálculo analisado pelo perito criminal Anísio Costa Castelo Branco indicava que o débito deveria estar próximo de R$ 280 milhões.

A diferença chegava a aproximadamente R$ 255 milhões naquele momento. Com a atualização dos valores, porém, a estimativa apresentada ao Ministério Público aponta que o possível impacto financeiro pode chegar a R$ 455 milhões.

Entre os questionamentos estão os critérios utilizados para aplicar encargos sobre parcelas atrasadas. A denúncia aponta taxas consideradas excessivas, além de uma possível cobrança da multa contratual de 10% sobre toda a dívida, em vez de restringi-la às parcelas vencidas.

A matemática que pode virar o jogo

O tamanho da possível distorção ganha ainda mais relevância diante do histórico do financiamento. O Corinthians tomou R$ 400 milhões emprestados em 2013 para a construção da Arena e afirma já ter desembolsado cerca de R$ 600 milhões ao longo dos anos. Mesmo assim, o saldo atualizado entre as partes permanece em aproximadamente R$ 642 milhões.

A Caixa sustenta que os contratos originais e a renegociação feita em 2022 seguiram a legislação, as normas do Banco Central e os procedimentos internos da instituição. Por outro lado, o Corinthians adotou cautela e aguarda as perícias oficiais antes de se posicionar.

Gávea News
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