Perto de mais um título, Tite volta a se emocionar a falar do pai
Tite afastou a cadeira em que estava sentado e olhou para o alto ao ser questionado sobre a pessoa que gostaria de abraçar para comemorar o iminente título do Campeonato Brasileiro. Em seus momentos de alegria, o técnico do Corinthians habitualmente se recorda de Genor Bachi, que morreu em 2009.
“Meu pai”, disse o gaúcho, ficando em silêncio por alguns segundos e cobrindo os olhos. “Não pergunta mais. Tu me arrebenta, cara. Ele me viu comendo a massa, sendo despedido para c... Queria que ele saboreasse. Quando se fala de família, de pai, é inevitável. Cara, não me arrebenta mais.”
O treinador perdeu o pai há seis anos, pouco antes de conquistar a Copa Suruga pelo Internacional. Desde aquele título em vermelho e branco, ele se recorda do pai com frequência em situações como a atual, com o hexacampeonato do Corinthians sendo assegurado.
Tite voltou a citar seus familiares ao ser questionado sobre a frustração de não ter sido convidado a dirigir a Seleção Brasileira após a última Copa do Mundo. Uma semana foi o período de lamentação pela contratação de Dunga, seguido de atenção aos parentes e ao estudo.
“Sete dias. Foi o tempo que fiquei. Foram sete dias para absorver, avaliar. Aí, segue o trabalho, segue em frente. Tinha muito trabalho, evolução, tinha decidido estudar. O tempo passou. Não fico chorando. Fico chorando por coisas muito mais significativas. Significativo é meu pai, é minha família, são meus amigos”, sorriu o gaúcho.