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O que o Corinthians deve fazer para Neo Química Arena pegar?

Clube afirma que futebol terá preferência no calendário do estádio, mas especialista diz que é preciso abrir o leque

3 set 2020 09h00
| atualizado às 09h25
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O Corinthians completou 110 anos na última terça-feira, 1º, e começou o aniversário oficializando a venda dos naming rights do seu estádio logo nos primeiros instantes da data. O clube fechou um acordo com a Hypera Pharma, que batizará o local de Neo Química Arena, por R$ 300 milhões. O contrato é por 20 anos. O time paulista receberá R$ 15 milhões por ano.

Arena do Corinthians vai se chamar Neo Química Arena pelos próximos 20 anos
Arena do Corinthians vai se chamar Neo Química Arena pelos próximos 20 anos
Foto: jp_drone/Corinthians

O valor, forma de pagamento e duração do acordo do Corinthians com a empresa do ramo farmacêutico é idêntico ao contrato do Palmeiras com o Allianz Parque. No entanto, no caso da equipe alviverde o acordo de naming rights foi fechado pela WTorre, construtora responsável pela reforma do estádio, com a multinacional no ramo de seguros.

A diferença é que o estádio palmeirense foi batizado em 2013, antes da sua reinauguração. Na época, Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, afirmou que não aceitaria menos que R$ 400 milhões pela casa da Fiel. Durante os últimos sete anos, o assunto passou a ser uma pedra no sapato da diretoria corintiana. Será que agora a Neo Química Arena vai cair na boca do povo?

“O nosso conselho é sempre a criança nascer com nome. O que aconteceu com o Allianz Parque é o ideal, eles inclusive fizeram uma pesquisa sobre nome. Você vender depois da arena estar pronta, em funcionamento, não é o ideal, mas não quer dizer que não seja um bom negócio. Vai ser preciso ativar a marca, trabalho de aproximação com os jornalistas, talvez em alguns veículos comprar ativação da marca. A Globo não fala, mas pode falar se você comprar o direito de falar”, explicou Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports & Marketing, em entrevista ao Terra.

Durante os últimos sete anos, o Allianz Parque viu o nome se consolidar entre torcedores e até entre pessoas que não são ligadas ao futebol, já que passou a ser um dos principais palcos de shows e eventos em São Paulo. O Corinthians pretende realizar esses tipos de atividades, mas garante que a prioridade sempre será o futebol, que a equipe não terá que mandar jogos fora por causa de apresentações musicais, por exemplo.

No ano passado, o Palmeiras foi eliminado nas quartas de final da Libertadores pelo Grêmio jogando no Pacaembu. O Allianz Parque não estava disponível porque receberia a turnê da dupla Sandy & Junior.

“O Allianz Parque nasceu com outro propósito, é uma arena multiuso, com a utilização 365 dias se você tiver eventos para fazer. É jogo, congresso, seminários. A WTorre fechou um contrato por 30 anos com o Palmeiras (acordo vale até 2044), então ela vai tentar fazer o máximo de dinheiro que ela conseguir porque depois vai ser sempre do Palmeiras”, analisou Wolff, lembrando que a construtora é a responsável por gerir a arena palmeirense.  

“Quanto maior for o calendário de eventos no ano, maior a chance do nome estar na boca e na cabeça das pessoas. O Allianz não tem só shows do Paul Mccartney, tem eventos corporativos. É um local de eventos de diferentes segmentos. Ser um local que acontece basicamente jogos de futebol não potencializa o naming rights, nem a utilização da empresa por ela mesmo. Se você tem um camarote, você não vai explorar só jogos”, completou.

O sócio-diretor da Wolff Sports & Marketing afirma que ainda é cedo para dizer quem conseguiu o negócio melhor entre Palmeiras e Corinthians.  “Acho que foi um bom negócio, mas não é um negócio que você deixa a inércia entregar. Se você não tiver estratégia, se não fizer um negócio bem planejado e esse lugar não tiver essa atratividade... O importante é trabalhar a aproximação de veículos mais calendários de eventos”. O profissional ressalta que a exposição é importante para passar confiança, mas que só a exposição “não é suficiente para vender. Para isso, é preciso criar ações e ativações.

Wolff ainda lembra que Allianz e Hypera Pharma são empresas de ramos diferentes.  “Para o Allianz, shows internacionais faz muito sentido, é algo necessário para o negócio. Para a Neo Química, que é mais popular, shows nacionais e até regionais que se comuniquem com esse público para ela é o que faz mais sentido”, argumentou.

Fonte: Equipe portal
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