Justiça mantém ação contra vice do Corinthians por caso Nike
Armando Mendonça é acusado de crimes relacionados ao desaparecimento de materiais esportivos no CT e no Parque São Jorge
A Justiça de São Paulo manteve a ação penal contra Armando Mendonça, segundo vice-presidente do Corinthians, rejeitando o pedido de absolvição sumária da defesa. O dirigente é acusado pelo Ministério Público de se apropriar de materiais esportivos da Nike, tentar retirar camisas da NFL e intimidar funcionários durante uma auditoria interna. A juíza Amanda Eiko Sato considerou a denúncia apta e marcou a audiência de instrução para 10 de novembro. Mendonça nega todas as acusações.
A Justiça de São Paulo manteve a ação penal contra Armando Mendonça, o segundo vice-presidente do Corinthians. A juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda, tomou a decisão. O dirigente responde por acusações relacionadas ao desaparecimento de materiais esportivos da Nike. A defesa havia pedido a absolvição sumária.
Os advogados alegaram ausência de justa causa, atipicidade das condutas e existência de autorização institucional para a retirada dos materiais. Além disso, negaram dolo e coação no curso do processo. A defesa também questionou diligências do Ministério Público e procedimentos de uma auditoria interna. A magistrada rejeitou os argumentos nesta etapa.
Acusação envolve materiais retirados do Corinthians
De acordo com o Ministério Público, Mendonça teria se apropriado de 131 itens do clube. A denúncia também aponta uma tentativa de retirada de 19 camisas especiais da NFL. Ao mesmo tempo, o dirigente é acusado de subtrair outras oito camisas e intimidar funcionários envolvidos na auditoria. Mendonça nega todas as acusações.
Na decisão, Amanda Eiko Sato afirmou que a denúncia descreve de forma suficiente os fatos atribuídos aos acusados. Nesse sentido, questões sobre autorização para retirada dos bens e regularidade da auditoria deverão passar por análise durante a instrução. Além disso, declarações de Osmar Stabile e documentos do procedimento também estão considerados pela magistrada.
A juíza também analisou a acusação de coação relacionada ao envio de uma notificação extrajudicial. Nesse sentido, considerou necessário esclarecer as circunstâncias do episódio durante a instrução processual. Os pedidos da defesa por novas perícias e documentos foram negados neste momento. A magistrada poderá reavaliar essas solicitações posteriormente.
Uma audiência virtual está marcada para a o dia 10 de novembro, às 9h (de Brasília). Dessa forma, ocorrerá a audição de testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos réus. O processo também terá debates entre as partes antes das próximas decisões judiciais. Mendonça segue frequentando as dependências do Corinthians e acompanhando atividades do departamento de futebol.
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