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Diretor financeiro do Corinthians revela valor da folha salarial do elenco

13 jan 2022 05h05
| atualizado às 05h05
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A folha salarial do atual elenco do Corinthians voltou a subir em relação ao ano passado, mas segue inferior ao que se imaginava quando o clube foi ao mercado e conseguiu contratar jogadores renomados, de salários elevados.

Wesley Melo, diretor financeiro do clube, deu alguns detalhes na coletiva de imprensa dessa quarta-feira.

"A política no futebol é de enxugar e fazer o investimento correto. Mesmo tendo a despesa mensal semelhante ao que era em dezembro de 2020, a receita é muito maior. A relação é 70%, referência da Uefa que a gente adotou aqui. A gente não está gastando ainda, temos capacidade de investir nesse nível. Hoje, 63% de toda receita do futebol é quanto custa minha folha de pagamento".

Isso significa que a equipe de Sylvinho custa cerca de R$ 14 milhões ao mês ao Corinthians.

"A receita, quase sem venda de jogadores, uma opção nossa, mesmo assim, as outras receitas subiram 50%, e para 2022, essas mesmas receitas, estamos projetando quase 30% de aumento. O resultado operacional, quanto eu recebo e quanto gasto, no ano de 2020 foi negativo de R$ 50 milhões, em 2021 foi positivo de R$ 54 milhões e estamos projetando para 2022 de R$ 96 milhões".

A dívida total, que exclui o compromisso com a Caixa sobre a Neo Química Arena, inda não reduziu, mas a diretoria alvinegra comemorou o fato de ter conseguido manter a situação equilibrada em um ano atípico devido a pandemia do coronavírus.

"A gente pegou com R$ 957 milhões e vai terminar muito parecido", avisou Melo.

"Essas novas receitas vão ajudar, sim, a abaixar a dívida. Ela gera um custo financeiro muito alto, e nesse ano a gente vai começar baixar. Agora, temos previsto venda de jogadores, equipe mais valorizada, contratos de direitos de transmissão… Está, sim, no nosso objetivo fazer uma redução em 2022, algo mais significativo. É nossa expectativa, necessidade".

Ainda sobre as dívidas, o Corinthians se diz preparado para honrar com compromissos que estão sendo julgados pela Fifa envolvendo situações com Jô, Mauro Boselli, Danilo Avelar e Matheus Jesus.

"O caso do Jô é uma disputa. Quando o advogado passar para nós que é uma possibilidade de perda, a gente vai colocar no balanço. Tecnicamente, eu não preciso fazer essa previsão. Se isso mudar, quando mudar, eu coloco no balanço, porque temos previsão de vencer. Os outros estão na previsão orçamentária".

Wesley Melo também foi questionado sobre o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), confirmada há poucos meses pelo Governo Federal, após votação em Brasília, que abriu a possibilidade de clubes se tornarem empresas.

"Hoje, o Corinthians não tem o menor interesse. Não é a nossa diretriz. Pode a ser no futuro? Pode, mas a gente não precisa, é muito nova (a modalidade), precisa ver a experiência, a gente precisa de mais exemplos para formar uma opinião mais sólida. De qualquer forma, a maioria dos clubes são privados, tem dono, lá fora é assim, mas brasileiros são diferentes, a torcida do Corinthians é peculiar. Financeiramente, não vejo necessidade, não nesse formato".

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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