Corinthians é denunciado pelo STJD por atraso no intervalo contra o Vasco
Denúncia envolve supostas falhas na prevenção de ocorrências e atraso no retorno para o segundo tempo
O Corinthians e o Vasco serão julgados pelo STJD nesta quinta-feira devido a atrasos no retorno do intervalo e supostas falhas de segurança no jogo em São Januário. O clube paulista atrasou dois minutos e o carioca, três. Denunciadas nos artigos 191 e 213 do CBJD, as equipes podem pagar multas de até R$ 100 mil, apesar de a súmula não relatar desordens. O caso amplia o histórico recente do time alvinegro, que já acumula 24 processos e R$ 71 mil em penalidades na atual edição do Brasileirão.
O Corinthians terá mais um compromisso fora de campo nesta quinta-feira (29). O clube foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por ocorrências relacionadas à derrota para o Vasco, em São Januário, pela 32ª rodada do Brasileirão. A sessão está marcada para as 10h (de Brasília), no Rio de Janeiro, e pode resultar em novas multas para o time paulista.
O caso chama atenção pelo histórico recente do Corinthians no tribunal. Ao considerar apenas o Brasileirão de 2026, o clube já recebeu 24 processos, incluindo a denúncia atual, e soma R$ 71 mil em multas. A nova análise envolve dois dispositivos do CBJD, mas as acusações não significam a confirmação das infrações.
Atraso do Corinthians no intervalo aparece na súmula
Um dos pontos do processo é o artigo 191, relacionado ao descumprimento de regulamentos e normas. Na súmula, o árbitro Wilton Pereira Sampaio informou que o Corinthians levou dois minutos além do previsto para retornar ao campo logo após o intervalo. Além disso, a citação também envolveu o Vasco, com atraso de três minutos.
O árbitro, além disso, afirmou que a equipe de arbitragem e o delegado da partida tentaram evitar a demora, sem sucesso. Para esse tipo de infração, a denúncia prevê a possibilidade de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil. A aplicação e o valor de eventual penalidade dependerão da análise dos auditores durante o julgamento.
A outra acusação está baseada no artigo 213 do CBJD, que trata da responsabilidade dos clubes por medidas destinadas a prevenir e reprimir desordens, invasões de campo e lançamento de objetos. Há, porém, um ponto relevante no caso. A súmula assinada por Wilton Pereira Sampaio não registrou ocorrências desse tipo no confronto em São Januário. O enquadramento passará por análise no tribunal.
O Vasco responderá pelos mesmos dois artigos. Os casos fazem parte do processo 1169/2026, que terá mediação da 4ª Comissão Disciplinar do STJD, sob relatoria do Dr. Gustavo Vaughn. O processo que envolve os dois clubes aparece como o 12º item de uma pauta com 13 julgamentos previstos para a sessão.
A ordem dos casos ainda pode mudar conforme o andamento da audiência ou eventuais pedidos dos envolvidos. O julgamento desta quinta-feira definirá se haverá punição adicional e, por fim, quais consequências serão aplicadas a cada clube.
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