Com virada épica, Argentina supera Inglaterra em duelo cheio de rivalidade e chega de novo à final da Copa
Com direito a mais uma virada épica, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 na tarde desta quarta-feira (15) e se classificou novamente à final da Copa do Mundo, levando a melhor no duelo cheio de drama e rivalidade contra um adversário histórico.
Renan Tolentino, para a RFI
A partida disputada em Atlanta, nos Estados Unidos, pela semifinal da competição, marca mais um capítulo na rivalidade entre os dois países, devido à disputa diplomática pelas Ilhas Malvinas e à eliminação inglesa para a seleção de Diego Maradona, na Copa de 1986. Atuais campeões do torneio, os argentinos vão em busca do bicampeonato seguido, o quarto de sua história.
A vitória da Albiceleste na tarde desta quarta-feira foi garantida por Enzo Fernández e Lautaro Martínez, que balançaram as redes uma vez cada um. No entanto, a virada espetacular passou também pelos pés de seu camisa 10, Lionel Messi, que deu as duas assistências.
Todos os três gols saíram no segundo tempo, após uma primeira etapa muito abaixo do esperado, com pouco futebol e pancadaria de sobra. A Inglaterra saiu na frente, com Anthony Gordon, aos 9 minutos da etapa complementar.
Somente no fim da partida, depois de muito pressionar, a Albiceleste conseguiu empatar e virar, marcando com Enzo Fernández, aos 40, e Lautaro, já nos acréscimos, aos 46.
Na decisão, a Argentina vai enfrentar a Espanha, que passou pela França no outro duelo da semifinal. O jogo que irá definir o grande campeão da Copa do Mundo 2026 será disputado no domingo (19), às 16h (de Brasília), em Nova Jersey. Um dia antes, no sábado, às 18h, ocorre a disputa do terceiro lugar, entre França e Inglaterra, em Miami.
God save the… football
Embora, antes de a bola rolar, jogadores e comissões técnicas de ambas as equipes tenham tentado afastar o clima de rivalidade por questões políticas, o que se viu dentro de campo foi uma disputa tensa, com ânimos exaltados dos dois lados.
E as provocações começaram antes mesmo do apito inicial. Nas arquibancadas, a torcida argentina cantou na hora do hino inglês, irritando jogadores rivais.
Quando o jogo começou, sobrou pancada e faltou futebol. Somente no primeiro tempo foram cometidas 19 faltas, sete dos ingleses e 12 dos argentinos, com dois cartões amarelos para cada lado.
Outro sintoma do fraco desempenho apresentado pelas duas equipes na etapa inicial foram as escassas chances criadas. A primeira saiu apenas aos 31 minutos, quando Stones cabeceou para fora, após cobrança de falta de Declan Rice.
Sangue, suor e lágrimas
Após o intervalo, o jogo melhorou totalmente. Em técnica e emoção. As duas equipes retornaram querendo jogar futebol, em vez de apenas tentarem se impor fisicamente. Logo no primeiro minuto, a Argentina pressionou com uma sequência de boas chances.
Após lançamento do goleiro Dibu Martínez, Julián Álvarez dominou na área inglesa e finalizou, parando na defesa de Pickford. Na sequência, o mesmo Álvarez ficou com o rebote e chutou novamente, conseguindo o escanteio. Do outro lado, a melhora também era visível. Aos 9 minutos, a Inglaterra abriu o placar com Anthony Gordon, aproveitando cruzamento rasteiro de Morgan Rogers.
Com a vantagem, o English Team se fechou na defesa e passou a dar mais espaço para o adversário trabalhar no campo de ataque. Principais jogadores ingleses, Harry Kane e Jude Bellingham fizeram uma partida apagada e pouco ajudaram a equipe.
Dessa forma, a Argentina ganhou confiança e cresceu no jogo. Após vários minutos de uma pressão intensa, com direito a duas bolas na trave e defesas salvadoras de Pickford, a seleção albiceleste conseguiu chegar ao empate.
Aos 40 minutos, após cobrança curta de escanteio, Messi tocou na entrada da área para Enzo Fernández, que bateu muito forte, acertando o canto direito de Pickford e deixando tudo igual.
Quando parecia que teríamos prorrogação em Atlanta, Lautaro Martínez virou para os argentinos de forma épica. Aos 46, Messi cruzou da direita, mirando a segunda trave.
O passe encontrou a cabeça de Lautaro, que testou firme para o fundo das redes, fazendo 2 a 1 Argentina. A virada fez a torcida albiceleste explodir no estádio depois de mais de 90 minutos de muita tensão e rivalidade.
Disputa pela artilharia
Além de ir em busca de seu segundo título de Copa do Mundo, Lionel Messi briga pela artilharia da edição 2026. O camisa 10, que passou em branco nos últimos dois jogos do mata-mata, contra Suíça e Inglaterra, soma oito gols, empatado em primeiro lugar com o francês Kylian Mbappé.
Apesar de ter sido eliminado pela Espanha na semifinal, o craque da França segue vivo na briga, já que ainda tem a partida pelo terceiro lugar, contra a Inglaterra.
As duas estrelas do futebol mundial também disputam o posto de maior goleador da história das Copas. Neste momento, Messi tem 21 gols e Mbappé tem 20.
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